Por Pedro Duraes – oftalmologista
26 de maio é Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma doença oftalmológica que gera perda do campo visual e pode levar à cegueira. A condição, que provoca uma lesão no nervo óptico, atinge cerca de 64 milhões de pessoas entre 40 e 80 anos em todo o mundo – quase um milhão somente no Brasil. Atualmente é uma das principais causas de cegueira, ficando atrás somente da catarata. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número global pode passar dos 110 milhões até 2040.
É importante lembrar que, como muitas outras especialidades na saúde, a oftalmologia deve estar na lista de consultas periódicas para qualquer idade. O glaucoma é uma doença que ainda não tem cura, sendo o diagnóstico e o tratamento precoce essenciais para o paciente.
Apesar de qualquer pessoa poder ser diagnosticada com glaucoma, estudos mostram que esta condição é mais comum em alguns recortes populacionais: em geral, pessoas pretas ou que sejam parentes de portadores de glaucoma, idosos, portadores de alta miopia, diabéticos e usuários crônicos de colírios com corticoides têm mais propensão à doença.
Os sinais mais frequentes de glaucoma ocular são as manchas escuras no campo visual periférico: inicialmente, a visão da pessoa fica restrita ao centro do olhar e prejudicada nas laterais, como se ela estivesse olhando por um túnel – essas manchas são chamadas escotomas. Progressivas, à medida que a doença vai aumentando, essas manchas também crescem de tamanho, deteriorando ainda mais a visão. Outros sintomas frequentes e adjacentes à condição são olhos avermelhados e lacrimejantes, maior sensibilidade à luz, dor nos olhos e na cabeça.
O grande risco do glaucoma são seus sintomas iniciais, silenciosos e imperceptíveis. Normalmente, quando o paciente desenvolve os sintomas, o glaucoma já está avançado, com cerca de 50% das células ganglionares já atrofiadas. O diagnóstico final é feito por meio de exames e os mais comuns são a campimetria e a tomografia de coerência óptica. O tratamento, definido caso a caso, tem como objetivo reduzir ou estabilizar a pressão intraocular. Na maioria das vezes, ele é bem simples e envolve a aplicação de colírios, melhorando expressivamente a qualidade de vida do paciente. Em casos mais avançados, o especialista responsável pode recomendar a aplicação de laser ou cirurgia.
O segredo é manter os cuidados de prevenção dos olhos: além de visitar periodicamente seu oftalmologista, não usar colírios sem prescrição médica. Depende de cada um cuidar da própria saúde e não deixar de lado o cuidado com os olhos. Há muitas belezas na vida para perdermos a chance de vê-las.
Autor do artigo: Pedro Duraes é médico oftalmologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro – Unisa.
Texto: Daniela Figueiredo
Na foto, Dr. Pedro Duraes









Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem gerada por IA
Imagem de musiking por Pixabay
Imagem de
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa de jessicauchoas por Pixabay
Imagem de Marie Sjödin por Pixabay
Divulgação
Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay
Image by Adriano Gadini from Pixabay
Image by Steve Buissinne from Pixabay
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay
Imagem gerada por IA
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Video
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Foto: Vinícius Guimarães
Imagem de succo por Pixabay
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa gerada por IA
Imagem ilustrativa de Alfred Derks por Pixabay
Imagem ilustrativa gerada por IA
IMAGEM: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
Video
Imagem ilustrativa de Hans Braxmeier do Pixabay
Imagem Ilustrativa de Pexels por Pixabay
Image by Dariusz Sankowski from Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de fernando zhiminaicela por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Cleomário Alves/SJDH
Imagem de ErikaWittlieb por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem por
PM
Imagem ilustrativa gerada por IA
Reprodução - Tino Alves
Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA
Video 
Fotos: André Frutuôso
Foto: Elisabeth Guerra
Imagem gerada por IA
Imagem Ilustrativa de Harald Landsrath do Pixabay
Foto: Juca Varella/ Agência Brasil
Imagem de adaoaalves por Pixabay
Imagem ilustrativa gerada por Inteligência Artificial
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
Imagem de
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Imagem Ilustrativa de skeeze por Pixabay
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
Arquivo Pessoal
Imagem de Luk Luk do Pixabay
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Arquivo Pessoal
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Divulgação
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo.
Foto: PM
Arte ilustrativa criada por IA
Foto: Jackson Santos
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Arte ilustrativa criada por IA
Reprodução/ Vídeo
Foto: PASCOM
Arquivo Pessoal
Foto: Telma Galino
Foto: Edílson Rodrigues/ Agência Senado
Imagem ilustrativa gerada por IA
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa gerada por IA
Foto: Internauta do Tribuna do Recôncavo
Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem Ilustrativa | Foto: Maria do Carmo/ Tribuna do Recôncavo
Arquivo | Foto: Ney Santos
Image by Gerd Altmann from Pixabay
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Foto: Dandara Melo Saeb | GOVBA
Arte ilustrativa / IA
Foto: Douglas Amaral
Foto: Amo Animais
Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA
Arte: Tribuna do Recôncavo