Mais de 108 mil tentativas de fraude em pagamentos realizados em e-commerces foram impedidas no Brasil durante julho, segundo dados do Mapa da Fraude da Serasa Experian. As transações bloqueadas poderiam representar um prejuízo de R$ 92,2 milhões caso fossem concluídas, o equivalente a quase R$ 3 milhões em perdas potenciais evitadas por dia.
Ao todo, foram identificadas e barradas 108.881 tentativas de fraude ao longo dos 31 dias do mês. Isso representa uma média superior a 3,5 mil tentativas bloqueadas diariamente.
O levantamento também apontou diferença no valor das compras. O ticket médio das tentativas de fraude chegou a R$ 838,88, enquanto o valor médio dos pedidos considerados legítimos foi de R$ 554,87. Assim, as transações fraudulentas tiveram valor médio 51,2% superior ao das compras legítimas.
De acordo com Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, os dados mostram o impacto financeiro que as fraudes podem provocar no comércio eletrônico e a necessidade de analisar cada transação considerando diferentes sinais de risco.
“A capacidade de analisar cada transação de forma inteligente e identificar comportamentos suspeitos sem criar barreiras desnecessárias para os bons clientes é fundamental”, afirmou o executivo.
Celulares tiveram maior risco proporcional de fraude
A categoria Beleza registrou o maior número de tentativas de fraude em julho, com 10.901 ocorrências. Na sequência apareceram Saúde, com 6.835, e Calçados, com 6.013.
Quando o cálculo considera o risco proporcional, porém, a categoria de Celulares apresentou o maior índice. Foram 4,52% de risco de fraude, enquanto a média dos e-commerces analisados ficou em 0,8% no mês.
O índice registrado em Celulares foi 5,6 vezes superior à média. Em seguida apareceram Eletrônicos, com risco de 3,34%, e Acessórios Eletrônicos, com 2,29%.
Segundo a Serasa Experian, o volume absoluto de tentativas e o risco proporcional são indicadores diferentes. Uma categoria pode concentrar muitas ocorrências, mas apresentar um risco proporcional menor quando considerado o número total de pedidos analisados.
Saúde teve maior valor em perdas potenciais evitadas
Na análise do impacto financeiro das fraudes bloqueadas, a categoria Saúde ficou na primeira posição, com aproximadamente R$ 5,5 milhões em perdas potenciais evitadas durante julho.
Beleza apareceu em seguida, com R$ 3,14 milhões em potenciais prejuízos evitados, enquanto Eletrodomésticos registrou R$ 3,09 milhões.
Para a Serasa Experian, os dados mostram que a análise das fraudes deve considerar não apenas a quantidade de ocorrências, mas também o risco proporcional, o valor das transações e as características de cada segmento.
Como evitar fraudes em compras online
Entre as recomendações para consumidores estão desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado, verificar o endereço oficial das lojas antes de inserir dados pessoais ou de pagamento e evitar links recebidos por mensagens, redes sociais ou e-mail sem conferir a origem.
A empresa também orienta os consumidores a utilizar lojas, marketplaces e aplicativos conhecidos, não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados de cartão fora dos canais oficiais e desconfiar de pedidos de pagamento realizados fora da plataforma de compra.
Outra recomendação é manter celulares, computadores e aplicativos atualizados, utilizar senhas diferentes e autenticação em dois fatores quando disponível e acompanhar regularmente as movimentações de cartões, contas e outros serviços financeiros.
Para as empresas, a Serasa Experian recomenda a adoção de estratégias antifraude em camadas, com recursos como análise cadastral, autenticação, biometria, análise comportamental e inteligência de dispositivo.
Também estão entre as medidas sugeridas o monitoramento de pedidos em tempo real, o uso de modelos preditivos, o acompanhamento de indicadores como chargeback e comportamento por dispositivo e a adoção de autenticação adicional em transações consideradas de maior risco.
Com informações da Serasa Experian. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.




























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