O ano de 2022 foi de violência para LGBTQIAP+ no Bahia. De acordo com levantamento realizado pelo Observatório do Grupo Gay da Bahia, 27 mortes violentas tiveram como vítimas pessoas da comunidade. Foram mais de 2 assassinatos por mês, em média. Isso faz com que o Bahia seja o estado mais perigoso para esse público.

Em números absolutos, o estado ficou à frente, por exemplo, de São Paulo, que tem três vezes mais habitantes. Os estados com menor número de óbitos foram Roraima e Rondônia na região Norte, e Rio Grande do Sul e Santa Catarina, na região Sul, cada um com dois casos.

O Rio Grande do Sul é o estado considerado pelo levantamento como “gayfriendly”, 6 vezes mais seguro que a média nacional para a comunidade. Não por coincidência, ele é o único estado a reeleger um governador assumidamente gay. Amapá é o pior, quatro vezes mais perigoso que a média nacional. Amapá é o pior, quatro vezes mais perigoso que a média nacional.

Já Salvador está entre as dez cidades com mais casos de mortes violentas de LGBTQIAP+ em números absolutos. A cidade Timom (MA) é o município mais inóspito para a população. No Nordeste, São Luís, Fortaleza, Recife e Arapiraca também fazem parte dessa lista.

No Brasil, a média de mortes de LGBTQIAP+ é de 0,13 a cada 100 mil habitantes. Em 2022, foi como se uma morte acontecesse cada 34 horas. As regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste têm praticamente o dobro dessa média, com duas mortes por um milhão de habitantes. Ao todo, no Brasil, foram 256 LGBTQIAP+ vítimas de morte violenta; 242 deles foram homicídios e 14, suicídios.

Os dados são baseados em notícias publicadas nos meios de comunicação, que foram coletadas e analisadas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB).

Metro1