Por Luciano Lima – advogado.
As especulações acerca da formação de uma chapa com Lula e Geraldo Alckmin, para as próximas eleições, tem se fortalecido nos últimos dias. Essa construção merece uma ponderação retórica, mas também prospectiva. Nas eleições de 2002, um Lula operário, que havia perdido 3 eleições seguidas, sinalizou para a sociedade, com a escolha para a vice, do empresário José Alencar do Partido Liberal. Ali Lula precisava de um fiador para enfrentar a alta rejeição da classe média e do capital.
Com o advento do mensalão e a necessidade de nova fiança politica, Lula manteve a aliança com o José Alencar, que se filiou ao PRP e juntos ganharam as eleições de 2006. Nessa trajetória, o radicalismo petista desapareceu. Dando lugar a um partido membro do Establishment. Não precisando, a partir de então, de um fiador político. As alianças que levaram o PT à vitória em 2010 e 2014, com Dilma Rousseff e Michel Temer, foram pragmáticas, pois o partido de Temer, o PMDB, tinha enorme força politica e eleitoral. Era o partido com maior capilaridade nacional.
Agora, a escolha de Alckmin parece romper com esse pragmatismo, pois o ex-Governador de São Paulo, de saída do PSDB, não tem capital politico que agregue eleitoralmente á campanha petista. Do mesmo modo, não tem ele um partido que o siga nessa mudança politico-paradigmática. Sua ida para o PSB, mas parece um factoide e enfrenta serias resistências dos socialistas, pois Alckmin, mesmo no PSDB, era considerado do grupo mais a direita daquele partido Social Democrata. Seu inicial namoro com o PSD, subiu no telhado; e o presidente do partido Gilberto Kassab, já declarou que não caminhará com o PT em 2022.
A maior – se não a única – influencia eleitoral de Alckmin está situada no estado de São Paulo, onde vem liderando as pesquisas para o governo. Todavia, como é cediço, o antipetismo é muito forte naquele estado. Não há duvida que as especulações trouxeram holofotes políticos a um esquecido Alckmin. Indubitavelmente, a paz entre rivais, na democracia é uma mensagem importante. É um convite a união, que pode ser tentador para outros políticos e partidos. Essa aliança que se especula, demonstra que na democracia não há inimigos eternos. Tampouco amigos perenes.
Para Lula, a aliança com Geraldo Alckmin, tem o valor de uma mensagem conciliadora. De olho no discurso da Terceira Via e nos votos dos eleitores de centro-direita. Sinaliza também com a estratégia de resgate de parcela da sociedade que tem flertado com a antidemocracia e o autoritarismo. Para Alckmin fica o risco de perder a vice e também a eleição em seu estado. Pois os palanques paulistas já estão sendo montados e um fracasso na aliança nacional com o PT pode leva-lo a um desgaste político considerável. Fortalecendo, ainda mais o projeto de Fernando Haddad, segundo colocado nas pesquisas para o governo de São Paulo. Será essa a estratégia de LULA? Quem viver verá.
Sobre o autor
Luciano Lima: Consultor e Gestor de Projetos Políticos, Mestrando em Ciência Política, Advogado, Professor Universitário e Articulista.


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