Com investimento recorde de R$ 17 milhões, o Programa Ouro Negro 2026 apoia a participação de 95 entidades de matriz africana nos principais circuitos do Carnaval de Salvador, fortalecendo blocos afros, afoxés, sambas, grupos de capoeira e manifestações que fazem da festa baiana uma referência mundial. A iniciativa integra as ações do Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria, reforçando o lugar das tradições negras na maior festa popular do país.
As atrações vão desfilar nos seis dias de folia pelos circuitos Dodô (Barra / Ondina), Osmar (Campo Grande / Praça Castro Alves), Batatinha (Centro Histórico), Riachão (Garcia), Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina), das Águas (Itapuã) e Mãe Hilda Jitolu (Liberdade). Entre as entidades contempladas estão nomes históricos da cultura negra baiana, como Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê, Cortejo Afro, Muzenza, Bankoma, Filhos de Gandhy, Araiyê, Afoxé Dança Bahia, Namoral, Os Negões, Relíquias Africanas e Tamoios.
Criado em 2008, o Programa Ouro Negro é uma consolidação do compromisso do Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), para o fortalecimento das manifestações da cultura afro-brasileiras, que há décadas mostram a potência da diáspora africana no Brasil, que mantém viva a ancestralidade e realizam trabalho sociocultural em suas comunidades de origem.
O edital concede apoio financeiro às entidade para a realização de desfiles e participação nas lavagens do Bonfim, Purificação (Santo Amaro), Itapuã, Carnaval do Interior e Micareta de Feira, sendo reconhecido e ampliado pela Lei nº 13.182/2014, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia.

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