O Brasil acaba de bater um recorde preocupante. Atingimos o que a matemática chama de mais um número tétrico. Trata-se de um dado estatístico que causa espanto, horror. Ao passarmos de 214.000 óbitos em função do novo coronavírus, o ano inicia com o alerta vermelho ligado.
Mas é um engano supor que o vírus e suas mutações são nossos únicos adversários. O negacionismo também pode matar. É o que afirma Denny Heide, terapeuta do portal Meu Astro.
“A discussão tomou um viés político e isso é preocupante. Não importa se a pessoa é de direita, centro ou esquerda. O fato é que existe uma doença circulando por nossas cidades e que não há tratamento além da vacina. Do Oiapoque ao Chuí, muita gente ainda não acredita nisso”, preocupa-se.
As mutações do coronavírus
Como se não bastasse a pandemia, o desrespeito às normas de isolamento e/ou distanciamento social acabam por agravar a situação. Já que essas atitudes fazem com que se proliferem variantes do vírus. As chamadas mutações tornam a Covid-19 ainda mais difícil de ser extinta. Em resumo: enquanto houver aglomerações, a erradicação da doença estará cada vez mais distante.
As estatísticas do Consórcio de Veículos de Imprensa são alarmantes. No Rio, cerca de uma a cada 600 pessoas teve sua vida interrompida pela Covid. Já em São Paulo, foi uma a cada 860 pessoas. Mas a tendência de alta é percebida em todo o território nacional. Com uma nova mutação em Manaus, por exemplo, o Brasil continua perdendo vidas. Crise agravada pela falta de oxigênio hospitalar na região.
“Cerca de 10% das mortes de todo o mundo ocorreram em território brasileiro. E isso faz com que as pessoas achem que o Brasil já chegou ao fundo do poço. Infelizmente, o poço parece ser ainda mais profundo”, explica Denny.
Importância do bem-estar
Depois de quase um ano de apreensão e notícias preocupantes, fica muito difícil manter um dia a dia minimamente equilibrado. E a síndrome respiratória é apenas um dos problemas.
“Nosso bem-estar merece atenção. Caso contrário, sairemos todos doentes, independentemente do vírus”, alerta.
O profissional – que também realiza analises astrológicas e energéticas – defende a importância de investir tempo em autoconhecimento, atividades lúdicas e práticas espirituais.
“Como o cotidiano já traz uma gama de desafios e limitações, é preciso fortalecer a conexão com nosso eu interior, o que muitas pessoas simplesmente ignoram. E vale usar e abusar de todas as ferramentas disponíveis, desde a cura interior – alinhamento energético, carta natal, ioga, meditação, religiosidade, teatro, música, canto, dança… O céu é o limite”, diz.
Denny explica, ainda, que o Brasil passa por um momento importante em termos energéticos e espirituais.
“Entramos simbolicamente na chamada Era de Aquário, a partir do fenômeno astronômico Estrela de Natal, que alinhou Júpiter e Saturno em 2020. Então, como é típico da mente aquariana, é preciso transcender a realidade pura e simples. Além de buscar uma mudança nos nossos paradigmas. Um desafio e tanto”, justifica.
Terapias que dispensam a presença física
Em tempos de pandemia, torna-se necessário conhecer ferramentas terapêuticas que não necessitem da presença física.
“Embora alguns exames ou práticas não dispensem o contato direto com o paciente/cliente, muitas terapias tradicionais, complementares ou alternativas são realizadas por meio da internet. O que pode ser transformador e confortável para muitas pessoas”, pondera.
O profissional alerta, entretanto, para que todo e qualquer tratamento da área da saúde continue e que seja seguido à risca. E não descarta uma abordagem mais abrangente:
“A ciência avançou e avança a cada dia. Mas é preciso salientar que existe uma série de outros conhecimentos que vão além do nosso mundo cartesiano, físico e paupável. E o ser humano precisa ser compreendido neste contexto holístico. Nos meus atendimentos terapêuticos, esotéricos ou astrológicos, a presença física não faz a menor diferença porque eu vou acessar um campo imaterial, energético e até espiritual”, explica.
O terapeuta – que atende clientes do Brasil, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, entre outros países e ainda conta com legado de seguidores no Instagram – preparou algumas dicas terapêuticas gratuitas para esse momento delicado. “São como as cinco pontas de uma estrela e funcionam em conjunto”, ressalta Denny.
1 – Saiba pedir ajuda
Denny garante que é muito importante reconhecer as próprias limitações.
“Muita gente sofre sem saber o porquê. E isso é mais comum entre o público masculino. Nós, homens, temos mais dificuldades em reconhecer que precisamos de auxílio. Já que isso é entendido como impotência. Mas é exatamente o contrário”, diz.
2 – Fuja da polarização política
Em um momento de crise, é preciso saber priorizar. É o que garante o terapeuta:
“Pouco importa o posicionamento político ou ideológico de cada pessoa. Fato é que todos nós estamos diante dos mesmos desafios. Então é perda de tempo brigar com quem nos rodeia. O meio-termo é sempre o melhor caminho. Todos desejamos o melhor”, explica.
3 – Autoconhecimento é para todos
Como o termo autoajuda ficou extremamente desgastado, muitas pessoas interpretam isso como blá, blá, blá. Denny garante o contrário.
“Autoconhecimento é a chave. É o único caminho para sofrer menos diante de tamanha crise. O Mapa Astral Natal, por exemplo, revela como e por que uma pessoa é diferente da outra. Até as mães ou pais podem agir de forma distinta com cada filho, em função do mapa natal dos pequenos”, diz o terapeuta do portal Meu Astro.
4 – Mantenha a sua fé
A ciência já comprovou que pessoas mais otimistas – ou que mantêm a fé ou uma disciplina espiritual – têm mais chances de reagir bem a tratamentos de saúde. Mas isso precisa ser bem compreendido.
“É preciso se cuidar, manter práticas de higiene e prevenção em relação à disseminação do vírus. Mas é igualmente importante manter uma postura transcendental. A escolha de uma religião ou prática espiritual fica a cargo de cada pessoa. O importante é crer em algo que eleve a alma e conforte”, explica.
5 – Você é um ser emocional
Acordar, trabalhar e voltar para casa tem sido a rotina de muitos de nós. Mas esse comportamento cobra um alto preço.
“Ao ignorar o poder das emoções, nós estamos cometendo um erro prático. Não adianta viver sem levar em consideração que somos seres emocionais. Ao notar uma alteração nas reações emocionais – ou a ausência delas – é sempre importante procurar ajuda especializada rapidamente”, garante.
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