Por Márcio Coelho
Paradigmas gigantescos estão sendo quebrados nesta crise – mas os maiores deles talvez nem estejam da porta para fora. Na nossa própria cabeça, muita coisa tem mudado. Antigas certezas, convicções que agora já não fazem mais sentido, novas verdades e necessidades: enquanto o cérebro sai da zona de conforto, tenho certeza de que muitas línguas também estão sendo mordidas.
Até há poucos meses, muitos gestores sequer imaginavam a rotina de sua equipe em home office. Falta de controle? Improdutividade? E as reuniões? E o olho a olho com o cliente? Veio a pandemia, e a novidade foi introduzida à força nas organizações. E não é que tem dado certo?
O sucesso da maioria das experiências em home office escancara como boa parte das empresas ainda está refém de modelos pré-estabelecidos. O coronavírus trouxe – e ainda trará – consequências gravíssimas para a saúde e a economia, mas gera inúmeros aprendizados. Da noite para o dia, companhias foram obrigadas a revolucionar operações, pivotar negócios e mergulhar cada vez mais no universo digital. E saiu na frente quem se antecipou, fazendo isso com agilidade e assertividade.
“Até há poucos meses, muitos gestores sequer imaginavam a rotina de sua equipe em home office” (Márcio Coelho)
A pandemia não durará para sempre; mas essa nova exigência de transformação constante, sim. E, para isso, um líder deve estar atento a três atitudes.
A primeira é ter um olhar holístico sobre a situação. O mundo mudou, e quem diz que sua empresa segue a mesma está mentindo ou à beira da falência. O líder de um processo de transformação deve ter uma visão ampla da situação – levando em conta diversos pontos de vista. Jamais uma única solução servirá para resolver todos os problemas.
Estar aberto ao erro é outra atitude fundamental. Num ambiente de transformação contínua, as organizações precisam desaprender velhos ensinamentos e testar o novo – e rápido. E é impossível fazer isso estando presos à perfeição. Saiba conviver com o erro: o caminho da aprendizagem por fases beta, um ou outro tropeço e muitas adequações.
Da mesma forma, é preciso começar hoje a trabalhar para o amanhã. O dia a dia é uma armadilha: sempre haverá uma pauta de assuntos a serem vencidos. E eles quase sempre se acumulam para o dia seguinte. Interromper esse ciclo é papel de um líder. A crise do coronavírus nos ensina que está melhor hoje quem fez o dever de casa no passado. Por isso, prepare sua equipe, convide seus melhores líderes e gestores para pensar no amanhã. Para sobreviver em um mundo cheio de surpresas e mudanças, esteja sempre três passos a frente. Por que não começar fazendo isso agora?
“O mundo mudou, e quem diz que sua empresa segue a mesma está mentindo ou à beira da falência” (Márcio Coelho)
A pandemia acelerou todo esse processo – e o mundo que virá depois disso estará ainda mais rápido. Só conseguiremos acompanhar essa marcha nos desfazendo dos paradigmas que travam nossa mente. E, para isso, é preciso de atitude. Para já!
Por Márcio Coelho, CEO da BriviaDez
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