O mercado de veículos seminovos movimentou 10,83 milhões de transferências entre janeiro e julho de 2026, segundo dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores). Mesmo com o mercado aquecido, alguns modelos encontram compradores em poucos dias, enquanto outros permanecem mais tempo anunciados.
A diferença está relacionada à chamada liquidez, que representa a facilidade e a velocidade com que um veículo pode ser negociado.
Segundo Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, empresa que atua na intermediação de venda de veículos, diversos fatores influenciam a velocidade de uma negociação, entre eles a procura pelo modelo, o preço, a conservação e o histórico do automóvel.
“Liquidez é resultado de uma combinação de fatores. Não basta o veículo ser bom, ele precisa estar dentro de uma faixa de preço que tenha demanda, ter características valorizadas pelo consumidor e transmitir segurança na negociação”, afirma Souza.
1. Procura pelo modelo
A preferência dos consumidores influencia diretamente a velocidade de venda. SUVs, por exemplo, ganharam espaço no mercado brasileiro nos últimos anos, enquanto hatches e sedãs continuam atendendo públicos com diferentes necessidades.
Quanto maior o público interessado em determinado tipo de veículo, maior tende a ser a possibilidade de encontrar um comprador rapidamente.
2. Preço compatível com o mercado
Um dos principais fatores de liquidez é o preço. Mesmo um veículo bastante procurado pode permanecer anunciado por mais tempo se estiver muito acima dos valores praticados em modelos semelhantes.
Na hora de definir o preço, é importante considerar ano, versão, quilometragem, equipamentos, estado de conservação e características do mercado local.
3. Idade, quilometragem e conservação
Veículos mais novos e com menor quilometragem costumam atrair consumidores que procuram um carro recente sem pagar o valor de um modelo zero-quilômetro.
A quilometragem, porém, não deve ser analisada isoladamente. Um veículo com maior uso, mas com manutenção comprovada e boa conservação, pode transmitir mais segurança do que outro com baixa quilometragem e histórico desconhecido.
“Hoje o consumidor consegue pesquisar muito antes de visitar um veículo. Por isso, conservação, histórico e transparência passaram a ter um peso ainda maior”, explica Souza.
4. Custo de manutenção e disponibilidade de peças
A facilidade de manutenção também pode influenciar a decisão de compra. Veículos com peças disponíveis no mercado, manutenção conhecida e maior quantidade de profissionais especializados tendem a gerar menos preocupação para o comprador.
Esses aspectos podem pesar especialmente na comparação entre modelos de características e preços semelhantes.
5. Segurança e facilidade na negociação
A forma como a venda é conduzida também pode influenciar o tempo necessário para fechar negócio. Anúncios, contatos com interessados, avaliação do veículo, negociação e documentação são algumas das etapas que podem tornar o processo mais demorado quando o proprietário realiza tudo sozinho.
Para Miguel Henrique Souza, a intermediação profissional pode facilitar essas etapas e aproximar vendedores e compradores.
“Não se trata apenas de colocar o carro à venda. É preciso encontrar o comprador certo, no momento certo e com uma condição que faça sentido para os dois lados”, afirma.
Mercado de seminovos
De acordo com a Fenauto, 1,75 milhão de veículos trocaram de proprietário em julho de 2026. O número representa alta de 10,7% em relação a junho e de 2,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, foram 10,83 milhões de transferências, crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com informações da Fenauto e material enviado pela Vaapty.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.









































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