Num ano marcado pela diminuição das atividades e aumento da ingestão de alimentos, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para um transtorno alimentar relacionado à busca pelo emagrecimento – a diabulimia. Esse transtorno é mais comum entre jovens com diabetes, sobretudo do gênero feminino, quando se pula ou deixa de tomar as doses de insulina com o objetivo de perder peso. A prática gera descompensação da glicose podendo acarretar risco de vida.
Os transtornos alimentares são distúrbios caracterizados por alterações no comportamento alimentar que são acompanhados de problemas físicos e psíquicos. Em jovens com diabetes tipo 1 são duas a três vezes mais frequentes, sendo a bulimia nervosa, o mais comum. No que se refere ao Diabetes tipo 2, o transtorno alimentar mais frequente é o de compulsão alimentar, que atinge até 34,8% das pessoas.
A Diabulimia é mais recorrente entre pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos que possuem Diabetes tipo 1, pois quando a pessoa começa a tomar a insulina, muitas vezes recupera parte do peso perdido inicialmente em decorrência da doença. Ao deixar de tomar as doses de insulina corretamente, provoca-se uma eliminação de calorias por meio da urina.
As pessoas com diabetes geralmente não conseguem basear suas escolhas apenas em sinais e desejos convencionais de fome, pois precisam de alimentos para ajudar a equilibrar os níveis de glicose no sangue. Isso tudo pode causar uma insatisfação com o peso e imagem corporal, levando a pessoa a querer manipular a dose de insulina na tentativa de perder peso.
A endocrinologista Dra. Claudia Pieper, membro do Departamento de Educação em Diabetes da SBD, explica que essa atitude pode ser um risco à saúde do paciente: “A diabulimia pode causar uma descompensação aguda da glicose, conhecida com o nome de cetoacidose diabética, levando a internações de emergência e, também, trazendo risco de vida”, comenta Claudia.
“A hemoglobina glicada (média da glicemia nos últimos três meses), por sua vez, acaba ficando sempre alta, com níveis na maioria das vezes acima de 10% (meta de bom controle: menor ou igual a 7%)”, completa a especialista, que ainda conta que, com o passar dos anos, esse distúrbio alimentar pode causar complicações crônicas precoces, sobretudo, microvasculares, como a retinopatia, a nefropatia e a neuropatia diabética.
Tratamento
A Dra. Claudia Pieper explica sobre a importância de os familiares ficarem atentos a sinais como:
- Sintomas depressivos, incluindo o humor triste
- Baixa de energia
- Falta de concentração
- Cansaço fácil
- Recusa a comer nos horários
- Resistência ao ato de aplicar insulina na frente de outras pessoas
- Diabetes sempre mal controlado
O tratamento é feito por meio de equipe multidisciplinar treinada em transtornos alimentares e diabetes, composta por endocrinologista, psicoterapeuta especializado em terapia cognitiva comportamental, nutricionista e psiquiatra.
É necessário atendimento semanal do paciente e de seus responsáveis, tanto pelo psicólogo quanto pelo nutricionista, além do acompanhamento do endocrinologista para orientação do tratamento do diabetes.
“A educação em diabetes é uma das chaves para evitar o descontrole do peso e dos níveis de glicose no sangue… A melhor forma é conversar com seu médico sobre suas ansiedades ou angústias em relação ao tratamento. O mais importante é não desistir e saber que diabulimia tem cura, mas é necessário acompanhamento e tratamento por profissionais treinados em transtorno alimentar”, disse Dra. Claudia.
Matéria: Newton Silva e Tássia Lourenço/ RS Press


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