A delegada Andréa Ribeiro, responsável pelas investigações do caso Atakarejo, afirmou que os seguranças da rede mentiram sobre a participação nas mortes Yan e Bruno Barros.
Apesar negarem envolvimento no crime, as apurações apontaram que o gerente da segurança fez contato com traficantes do Nordeste de Amaralina, após os jovens serem flagrados furtando carne em uma loja da rede na região. Nas mãos dos criminosos, tio e sobrinho foram torturados e mortos – seus corpos foram colocados no porta-malas de um carro e deixados na localidade da Polêmica, em Brotas.
As investigações mostraram que o procedimento dos seguranças, que culminou na morte de Yan e Bruno, repete o padrão de um mesmo caso ocorrido em outubro do ano passado, quando uma adolescente de 15 anos teria passado por uma sessão de espancamento e tortura depois de furtar produtos do supermercado, na mesma loja do Nordeste de Amaralina. Ela sobreviveu após fugir. A constatação foi essencial para o pedido que culminou na prisão de três seguranças suspeitos de envolvimento no crime, nesta segunda-feira (10).
A delegada, disse porém, que ainda não é possível apontar ligação entre o Atakarejo e o tráfico de drogas. Agora, a polícia fará análise do material apreendido e outras diligências para elucidar a participação de cada um dos investigados no crime.
Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Bahia Noticias


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