A reforma tributária é a mudança mais significativa no sistema de arrecadação de consumo do Brasil em décadas. A transição com as mudanças previstas será longa e gradual, com início em 2026, e tem como objetivo simplificar a tributação, substituindo cinco impostos por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual. No entanto, o cronograma de implementação exigirá preparo e adaptação de milhões de contribuintes.
A estimativa é de que a reforma sobre o consumo vá impactar diretamente a rotina de mais de 15,4 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs) registrados no país. A partir do início da transição, em janeiro do próximo ano, as mudanças serão principalmente operacionais, exigindo que o MEI saia do sistema manual e migre para o digital.
Em entrevista, a professora Estelamaris Reiff, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da UNIASSELVI, traz as principais informações que os microempreendedores individuais precisam saber para se antecipar ao novo sistema e garantir a conformidade do seu negócio.
O que vai mudar para o MEI?
Estelamaris Reiff: A partir de 2026, o maior impacto para o MEI é a obrigatoriedade de emitir nota fiscal eletrônica (NF-e) em todas as vendas, inclusive para pessoas físicas. Hoje ele pode usar recibo simples ou papel, mas isso vai acabar. Os impostos que ele paga (ICMS e ISS) serão substituídos por novos impostos (IBS e CBS), mas, na prática, a alteração de valor não será tão significativa.
O grande desafio é operacional: o MEI precisará de um software que emita nota fiscal eletrônica e aprender a mexer com isso. É como passar de um sistema “manual” para um sistema “digital e obrigatório”.
Como os microempreendedores individuais devem se preparar para 2026?
EF: O microempreendedor individual precisa investir em um software que emita Nota Fiscal eletrônica e aprender a usá-lo. Além disso, será necessário reservar dinheiro para se adequar com software, capacitação e possíveis horas com contador. A busca pelo contador se deve pela necessidade de uma análise do negócio.
Isso significa que o MEI vai pagar mais impostos a partir de 2026?
EF: A resposta é não, ou, pelo menos, não significativamente. O MEI paga hoje entre R$ 71 e R$ 76 por mês e continuará pagando praticamente a mesma coisa em 2026. Entre 2027 e 2028 haverá um período de transição onde ele pagará impostos antigos e novos simultaneamente, podendo aumentar uns R$ 3 a R$ 4 por mês, mas isso é temporário. Resumindo: não há aumento permanente, apenas uma flutuação transitória pequena.
Vai ficar mais burocrático? Existe o risco de desestimular a formalização?
EF: Sim, vai ficar muito mais burocrático. O MEI terá que emitir nota fiscal em cada operação, usar um sistema informatizado e manter tudo registrado digitalmente. Muita gente na informalidade que poderia virar MEI pode desistir porque achará complicado demais. Existe um risco real de que, em vez de aumentar a formalização, a reforma acabe desestimulando.
Com as mudanças, a contratação de um contador será necessária?
EF: Na maioria dos casos, sim. Se o MEI vende apenas para pessoas comuns e tem negócio muito simples, talvez consiga se virar com um bom software de NF-e e um curso. Mas se vende para empresas ou tem clientes corporativos, precisa de contador. Isso é praticamente obrigatório. Se tem funcionário, definitivamente precisa. A contratação de um contador é infinitamente mais barata do que pagar multa fiscal depois. Pense como um seguro contra problemas.
E o que os microempreendedores individuais devem acompanhar nos próximos meses?
EF: Inicialmente converse com um contador, pesquise qual software vai usar e quanto vai investir. A reforma não é catastrófica para o MEI, mas exige preparo. O maior impacto é operacional. Deve começar agora! Quem se preparar com antecedência sofrerá muito menos do que quem deixar para janeiro de 2026. Além disso, o MEI deve estar atento a um impacto indireto importante: seus fornecedores e insumos sofrerão alterações de preços durante a transição da reforma tributária, especialmente entre 2027 e 2028, quando haverá recolhimento duplo de impostos. Isso significa que os custos de produção do MEI tenderão a aumentar nesse período, exigindo uma revisão cuidadosa da precificação de seus produtos ou serviços para manter a margem de lucro.
Fonte: UNIASSELVI


Imagem de






Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo 
Imagem de Mohamed Hassan do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA
Foto: Djalma Ameida/ CPN
Image by Wokandapix from Pixabay
Imagem ilustrativa de Emslichter do Pixabay
Imagem de Cindy Parks do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Vinícius Guimarães
Imagem de mohamed Hassan do Pixabay
Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem de jessica45 por Pixabay
Foto: Letícia Oliveira
Imagem ilustrativa by analogicus from Pixabay
Imagem de mohamed Hassan por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Pexels por Pixabay
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem por Karolina Grabowska de Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Foto: PM
Imagem de Peter Kraayvanger por Pixabay
Imagem ilustrativa de Ivana Tomášková por Pixabay
Imagem ilustrativa de Pixelharvester por Pixabay
Foto: Tribuna do Recôncavo
Arquivo | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Imagem Ilustrativa de Free-Photos do Pixabay
Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Imagem ilustrativa de KarriTsa por Pixabay
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de Md Sabbir Hossain por Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Arquivo Pessoal
Imagem de Roman Grac por Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa by Pexels from Pixabay
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ EBC/ FotosPúblicas
Arquivo Pessoal
Imagem Ilustrativa de Harald Landsrath do Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa de mike1497 por Pixabay
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Arquivo Pessoal
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil 

Arquivo Pessoal
Imagem ilustrativa by PublicDomainPictures from Pixabay
Imagem de Alexa do Pixabay
Fotos e arte: Divulgação
Imagem de Céline Martin por Pixabay
Imagem de Vishnu R por Pixabay
Imagem de Darko Stojanovic de Pixabay
Imagem ilustrativa de Michal Křenovský por Pixabay
Imagem de congerdesign por Pixabay
Imagem ilustrativa de ktphotography por Pixabay
Imagem ilustrativa de Pexels do Pixabay
Imagem Ilustrativa de sungmin cho por Pixabay
Imagem de David Mark do Pixabay
Foto: Nice Santana
Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Foto: Poliana Lima/ Ascom SSP
Arquivo Pessoal
Imagem por GiltonF do Pixabay
Crédito: @henriquesfilmss
Image by Devanath from Pixabay
Arquivo Pessoal
Foto: Reprodução/ Vídeo
Arquivo Pessoal
Foto: Luciano Almeida
Imagem Ilustrativa by Pexels from Pixabay
Arquivo Pessoal
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Imagem de monicore por Pixabay
Foto: Juca Varella/ Agência Brasil
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Image by Cesar Abud from Pixabay
Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: PM
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil