O centro médico referência em cirurgia de redesignação vocal para homens e mulheres transexuais realizou mais de 130 atendimentos somente no último ano. O Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO) aplica a técnica pioneira sob o comando do médico Guilherme Catani.
Por meio das técnicas de Tireoplastia e Glotoplastia é possível alterar cirurgicamente a tensão das pregas vocais e ajustar o tom da voz do paciente, tornando mais grave ou agudo de acordo com a necessidade observada. ‘Embora o aprofundamento da voz procurado por homens transgêneros possa ser tipicamente alcançado pela terapia com hormônio masculinizante, o hormônio feminilizante não tem o mesmo impacto nas vozes das mulheres transexuais. Os anti-andrógenos e estrógenos não têm efeito na voz’, conta Catani.
A feminização de mulheres trans, adaptando a voz a identidade de gênero, ajuda a diminuir a sensação de desconforto ou angústia que pode acompanhar a diferença entre identidade de gênero, sexo atribuído no nascimento ou características físicas relacionadas ao sexo (disforia de gênero). ‘Ter uma voz que não corresponde à sua identidade de gênero também pode causar problemas de segurança, como assédio, em certas circunstâncias’, explica o médico.
A cirurgia de mudança vocal para tornar a voz mais aguda (Glotoplastia) pode ser realizada em conjunto com a cirurgia de redução do Pomo de Adão (Condroplastia) para um processo de feminização mais satisfatório. O processo é realizado por via intraoral, ou seja, não deixa cicatrizes no pescoço. Só há uma pequena cicatriz se o procedimento for realizado em conjunto. É realizado com anestesia geral ou local e dura entre uma hora e 90 minutos.
Além da cirurgia, é importante realizar a terapia de feminização da voz, que irá ajudá-la a alterar as características vocais, como tom e entonação, e padrões de comunicação não-verbal, como gestos e expressões faciais. ‘A cirurgia é bastante segura, não deixa cicatrizes perceptíveis e tem o tempo de internação menor que 24 horas’, destaca o especialista.
A Tireoplastia, indicada para homens trans, é uma cirurgia que modifica as estruturas das cartilagens da laringe para melhorar a voz em pacientes que não tiveram resultados satisfatórios com a terapia hormonal. Também é indicada para homens cisgênero que tem a voz fina e sentem desconforto com isso. O procedimento é realizado por meio de uma incisão no pescoço e pode ser usado para deixar a voz mais grave ou aguda. É segura e reversível, permitindo a alta do paciente em menos de 24 horas. A recuperação é geralmente pouco dolorosa, mas é recomendado repouso vocal por sete dias. Muitas vezes, é necessária fonoterapia pós-operatória para completar o tratamento.
‘A maneira como as pessoas falam, incluindo seu estilo, voz e escolha de palavras, é altamente pessoal. Além disso, lembre-se de que mudar sua voz pode levar anos e essas mudanças podem parecer desconfortáveis ou inautênticas no início’, completa Catani.


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