A radiação ultravioleta (UV) atingiu níveis extremos em municípios da Bahia nos últimos dias, chegando ao índice 11, enquanto Salvador registrou IUV 10, considerado muito alto. Diante do cenário, especialistas alertam para os riscos da exposição excessiva ao sol e reforçam a importância da fotoproteção.
Segundo a dermatologista Gal Leto, do Grupo de Oncologia Cutânea, os danos provocados pela radiação UV são cumulativos e podem aumentar o risco de câncer de pele ao longo da vida.
“A radiação ultravioleta provoca alterações nas células da pele que vão se acumulando ao longo da vida. Por isso, não devemos pensar em proteção apenas quando vamos à praia ou durante o verão”, explica.
A exposição excessiva ao sol é considerada o principal fator de risco para o câncer de pele. Embora pessoas de pele clara tenham maior risco, os cuidados são recomendados para todos, especialmente crianças, trabalhadores que atuam ao ar livre e pessoas com histórico pessoal ou familiar da doença.
Além do uso de protetor solar, especialistas recomendam evitar a exposição prolongada entre 10h e 16h, procurar locais com sombra e utilizar chapéus de abas largas, roupas que cubram a pele e óculos com proteção UV.
O protetor solar deve ser aplicado nas áreas expostas antes da saída de casa e reaplicado ao longo do dia, principalmente após transpiração intensa, banho de mar ou piscina. Regiões como orelhas, pescoço, colo, mãos e lábios também devem receber atenção.
A sensação de calor não indica necessariamente a intensidade da radiação ultravioleta. Mesmo em dias nublados ou com temperaturas mais amenas, os raios UV podem atingir a pele.
A exposição repetida também pode provocar envelhecimento precoce e alterações celulares. Por isso, é importante observar a própria pele e procurar avaliação médica diante de pintas que mudam de tamanho, formato ou cor, além de feridas que não cicatrizam ou lesões que coçam, descamam ou sangram.
“O câncer de pele, quando identificado precocemente, apresenta grandes possibilidades de tratamento bem-sucedido. A prevenção começa muito antes, na relação que estabelecemos diariamente com a exposição solar”, afirma Gal Leto.
Os especialistas reforçam que, em um estado com alta incidência solar durante praticamente todo o ano, a proteção contra os raios UV deve ser mantida como um hábito permanente, e não apenas durante o verão.
Com informações da Toca Comunicação.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.



































Foto: Léa Cunha





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