Pela primeira vez desde 2007, o consumo de cigarro tradicional voltou a crescer no Brasil. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, houve um aumento de 25% no número de adultos fumantes nas capitais brasileiras no período de apenas um ano, saltando de 9,3% em 2023 para 11,6 em 2024.
‘Infelizmente, esse cenário traduz um enorme retrocesso das conquistas que o Brasil alcançou através de políticas públicas que fizeram o país se tornar referência mundial no controle do tabagismo’, afirma a oncologista Clarissa Mathias, líder do Câncer Center HSI Oncoclínicas. ‘Esses números acendem um alerta para a importância de reforçar as campanhas de conscientização sobre os riscos do cigarro, principal fator de risco para o câncer de pulmão’, acrescenta a médica.
A febre dos cigarros eletrônicos nos centros urbanos é um dos fatores responsáveis pelo aumento do consumo de cigarro convencional. ‘O vape é um caminho rápido e fácil para o cigarro convencional e representa uma ameaça às conquistas da luta antibaco’, reforça a oncologista Larissa Moura, da Oncoclínicas.
De acordo com o estudo ‘Risco de iniciação ao tabagismo com o uso de cigarros eletrônicos’, elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e publicado na Revista Ciência e Saúde Coletiva, o uso de cigarros eletrônicos aumenta em quase três vezes e meia o risco de experimentar o cigarro convencional, e em mais de quatro o risco de passar a fumar. Segundo o oncologista Filipe Visani, da Oncoclínicas, muitos jovens migram do cigarro eletrônico para o cigarro tradicional. ‘É mais barato e acessível, uma vez que o vape é proibido no Brasil’.
Tabagismo e câncer
Considerado a principal causa de morte evitável do mundo pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é também o principal fator de risco para o câncer de pulmão, tumor mais letal em escala mundial. De acordo com estimativa do INCA, o Brasil deve registrar em 2025 mais de 32 mil novos casos de tumores de pulmão. No Nordeste, mais de 6.500 diagnósticos são estimados pelo Instituto, sendo 1360 novos diagnósticos previstos na Bahia.
‘Não fumar é a melhor forma de combater o câncer de pulmão, uma vez que o cigarro é o principal fator de risco da doença’, ressalta a oncologista Clara Santana Peixoto, da Oncoclínicas. A médica lembra ainda que os fumantes passivos também não estão livres do risco de desenvolverem uma neoplasia associada ao cigarro.
‘Além de estar associado a cerca de 14 tipos de câncer, o cigarro enfraquece o sistema imunológico e causa inúmeros danos à saúde, como problemas cardiovasculares e envelhecimento precoce’, lembra a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas.
A oncologista Carolina Rocha, da Oncoclínicas, reforça a importância do combate ao tabagismo: ‘parar de fumar traz inúmeros benefícios para a saúde e pode reduzir consideravelmente o risco de desenvolver um câncer de pulmão’.
‘A luta contra o câncer de pulmão é um desafio enorme que envolve o combate ao tabagismo, combater o cigarro eletrônico e cuidar do diagnóstico precoce de fumantes, ex-fumantes e fumantes passivos’, finaliza a oncologista Maria Cecília Mathias, da Oncoclínicas.
Carol Campos.


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