Com o objetivo de melhorar a eficiência operacional do embarque de navios, a VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – desenvolveu um software que permite criar planos otimizados para movimentar mais volumes com os mesmos recursos operacionais, respeitando os limites de estabilidade e segurança do navio. Essa iniciativa de otimizar o embarque de navios é pioneira no mundo e coloca a empresa como protagonista nesse processo de propor planos para os navios.

Além disso, ela reduz a quantidade de passadas e troca de porões, aumenta a captura de volume de grãos e açúcar, melhora a taxa comercial e reduz o tempo de inicialização da rota de carregamento. O gerente de Transformação Digital para Portos e Terminais da VLI, Luciano Gonçalves Pereira, explica que essa tecnologia, anteriormente usada para desembarque, agora também é utilizada para os embarques de navios nas operações da VLI. “É uma solução inédita mundialmente para embarque de produtos granéis. A única otimização para embarque, até então, era voltada para contêineres”, ressalta.

Antes da criação deste software, os planos de embarque feitos exclusivamente pela tripulação do navio. Eles não consideravam a estratégia e a capacidade operacional da VLI. A plataforma foi lançada em junho de 2022 e passou a ser usada nas operações da empresa no Terminal Portuário de São Luís (TPSL), no estado do Maranhão. Por sua vez, em setembro deste ano, foi implantada no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), localizado na Baixada Santista, em São Paulo.

Resultados

De junho até novembro, a tecnologia permitiu a redução de pouco mais de 34 horas no carregamento de navios no TPSL. Por sua vez, no Tiplam, a diminuição total de horas, entre outubro e novembro, foi de mais de 121 horas. A meta prevista de ganhos financeiros até novembro era de R$ 1,170 milhão. Esse número já foi superado e os ganhos acumulados do TPSL e Tiplam chegaram a R$ 1,229 milhão nesse período.

Essa iniciativa do carregamento inteligente foi desenvolvida pela área de Tecnologia, Inovação e Logística Digital da companhia, em conjunto com o setor de negócio. “A ideia é levar o software para a Gerência de Operações Marítimas da VLI, para que ela possa atender a todos os portos da empresa”, destaca Luciano Pereira.

ASCOM