Um homem considerado invisível na sociedade poderá sair da situação de morador de rua após atuação da Defensoria Pública da Bahia (DP-BA).Quem transitou pelo circuito Dodô, em Ondina, durante o Carnaval 2023, pode ter se deparado com ele: um senhor negro de cabelos grisalhos, longa barba, de meia altura, voz firme e conversa fácil para quem se dispôs a ouvi-lo e conhecê-lo um pouco mais.
Nascido em dezembro de 1968, Edson foi atendido pela equipe da Defensoria que realizava itinerância nos circuitos do Carnaval de Salvador. Natural do Rio de Janeiro, ele veio para Bahia há muitos anos, e carrega uma extensa ferida em carne viva na perna esquerda fruto de um atropelamento.
Segundo relatou, um carro passou por cima dele há muito tempo, e sem atendimento, a ferida sempre está exposta, chegando a dar bicho por causa de moscas que pousam no local. “Eu futuco porque coça muito e também para me ajudar a ganhar uns trocados”, desabafou Edson enquanto era acompanhado em direção ao posto de saúde da avenida Milton Santos pela subdefensora-geral, Firmiane Venâncio, e pela defensora pública Eva Rodrigues, coordenadora da Especializada de Direitos Humanos, onde está situado do Núcleo Pop Rua da DP-BA. “Só vou lá porque vocês estão indo comigo”, confessou.
No local, Edson foi atendido por uma equipe multidisciplinar composta, entre outros profissionais, por médicos, enfermeiros e assistente social. Esta última articulou junto ao Sistema Único de Assistência Social a abordagem social (processo de escuta qualificada de pessoas e famílias em situação de risco pessoal e social) para a busca de acolhimento institucional. A abordagem foi acionada após Edson afirmar que quer sair das ruas. Durante o atendimento, foi fornecido uma refeição para ele.
Na visão da coordenadora Eva Rodrigues, a experiência mostra a importância da humanização das pessoas em situação de rua e da horizontalização das relações entre as instituições e os públicos com os quais se relacionam. “Somos gente que trabalha com gente e, naturalmente, nos interessamos por suas histórias. E assim é quando atendemos pessoas em situação de rua: queremos saber das suas vidas. Uma escuta mais atenta, um bate papo olho no olho com Seu Édson foi o suficiente para conseguirmos levá-lo ao Posto de Saúde para receber o atendimento que necessitava”, refletiu a defensora pública.
A subdefensora-geral falou sobre o caso: “Nós estabelecemos uma conexão de confiança com Edson a ponto de ele nos pedir que não o deixasse sozinho em nenhum momento – de pedir que a colega Eva Rodrigues estivesse durante a realização do curativo, de pedir que eu sentasse com ele para que pudesse fazer sua refeição e fortalecer o seu laço de confiança com a Defensoria Pública”.
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