O cientista da leitura Ricardo Hecker Luz descobre um meio para diminuir o analfabetismo escolar recorrente no ensino básico. Basta um jogo lúdico numa brincadeira letrada com o amigo Ravi, de 7 anos, para entender o fracasso escolar de muitas crianças com a escrita e o alfabeto. O jogo simula o ler extralexical, isto é, fora da palavra, com as letras soltas. O amigo do pesquisador não entende nada da leitura e do ler em instante algum da brincadeira. Depois o cientista ensina a leitura da palavra antes e tudo se modifica muito rápido.
O Ravi lê tudo e consegue comutar as vogais e ler os todos letrados novos. Algo simples para o cientista, que estuda o início da leitura há mais de 20 anos, esclarece uma dúvida crucial de todos os professores alfabetizadores do Brasil. Por que umas crianças aprendem tudo em aula e outras não aprendem nada? O jogo letrado, de 2025, torna evidente a dificuldade de forjar o par falado e letrado sem o recurso do ler lexical, com a palavra e com a prosódia da língua. Sem ler a palavra, o Ravi não entende nada.
Ao ler a palavra, o Ravi, 7, entende a leitura de umas palavras e consegue transformar uma palavra em outra, trocando uma letrinha apenas. Neste instante, o cientista descobre a razão pela qual milhares de crianças fracassam na escola. Elas não entendem a leitura e não conseguem forjar um par falado e letrado com a soma das letras em sílabas [b+a], para elas, nunca vira /’ba/ falado. E a criança soma só os pares dos nomes e forma /’bê’a/ falado e nunca acessa o todo da leitura da palavra com a prosódia do português.
E, ao invés de ensinar a leitura com a escrita, se ensinará a leitura como o todo da palavra e se criará o leitor de uma palavra, um saber inicial que conecta o sistema letrado (córtex visual), em construção, digamos assim, com o sistema falado (córtex oral), em uso fluente pelas crianças falantes e ouvintes. Esta conexão inicial é muito simples. Todos entendem e todos aprendem a leitura da palavra [bola] muito rápido e para sempre. O par falado e letrado se fixa em poucos segundos /’bóla/=[bola] (1) e [bola]=/’bóla/ (2).
ESCREVER E NÃO SABER LER O QUE ESCREVE
A escola ensina a escrita do nome antes de ensinar a leitura, e o resultado certo aparece. O Ravi escreve [RAVI] e não sabe ler o que escreve. Uma brincadeira com a palavra [Ravi] o torna leitor de uma palavra: Ravi=/’rravi/. O mesmo ocorre com a Maria Clara em 2022. Ela escreve [MARIACLARA] e não sabe ler o que escreve e sabe que escreveu o próprio nome. A menina de 6 anos ouve uma pequena narrativa e vê a palavra [Maria Clara] várias vezes e se torna leitora de duas palavras [Maria Clara]=/ma’ria’klara/.
Após entender a leitura com o todo da palavra, a menina passa a separar o seu nome [MARIA CLARA]. Entender a leitura da palavra, no início da aprendizagem, deve ajudar muitas crianças que não forjam os pares falados e letrados com os nomes das letras e com a soma delas em sílabas. E a chance de se letrarem aumenta muito. ‘O par falado e letrado possui um poder explicativo infinito para descrever o ler e a leitura na mente’, assegura Hecker Luz, doutor em Linguística. Mais informações: www.abc100abc.com.


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