A gestão financeira é um dos principais desafios para empreendedores do varejo. Em um cenário de juros elevados e inadimplência empresarial, erros no controle do caixa podem comprometer a margem de lucro e a capacidade de investimento.
Segundo a Serasa Experian, o Brasil tinha 9 milhões de empresas inadimplentes em maio de 2026, com R$ 229,9 bilhões em dívidas. Entre as micro e pequenas empresas, eram 8,6 milhões de negócios inadimplentes.
Para ajudar os lojistas, o especialista em gestão financeira Maurício Galhardo, sócio da F360, aponta cinco erros comuns que podem comprometer a saúde financeira das empresas.
1. Misturar as finanças pessoais com as da empresa
Usar o dinheiro do caixa para pagar despesas pessoais dificulta a identificação do lucro real do negócio. A recomendação é separar as contas da empresa das despesas do empreendedor, incluindo pró-labore e retiradas.
2. Administrar o negócio apenas pela intuição
A experiência é importante, mas decisões financeiras devem ser baseadas em dados. O controle de vendas, despesas, recebíveis e fluxo de caixa ajuda o empreendedor a identificar problemas e planejar os próximos passos.
3. Centralizar todas as decisões no proprietário
Concentrar pagamentos, conciliações e outras tarefas financeiras no dono pode consumir tempo e aumentar o risco de erros. A organização e a automação de processos permitem que o empreendedor se dedique mais à estratégia do negócio.
4. Não definir responsabilidades
O contador é um parceiro importante, mas o empresário também precisa acompanhar a situação financeira da empresa. É fundamental saber quanto há disponível em caixa, quanto será recebido e quais compromissos estão previstos.
5. Resistir ao uso de tecnologia
O controle financeiro por meio de cadernos e planilhas pode aumentar o risco de erros e dificultar o acompanhamento das informações. Ferramentas de gestão podem ajudar a centralizar dados, automatizar tarefas e facilitar a tomada de decisões.
Para Galhardo, vender mais não significa necessariamente aumentar o lucro. É preciso considerar custos, taxas, despesas e o prazo para receber cada venda para entender quanto realmente sobra no caixa.
Com informações da F360. Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.






































Foto: Léa Cunha





Imagem de Antonio Corigliano do Pixabay








Imagem de Lourdes ÑiqueGrentz por Pixabay
Imagem por therapractice de Pixabay
















































