Por Felipe Franchi – CEO e fundador da Franchi
A transformação digital no sistema financeiro brasileiro, impulsionada por ferramentas como o PIX e pela maior automação dos pagamentos, trouxe ganhos de agilidade e eficiência para as empresas. Ao mesmo tempo, aumentou a exposição de falhas básicas de gestão financeira, tornando erros que antes levavam anos para aparecer agora perceptíveis em poucos meses. Em um cenário de margens apertadas, juros elevados e maior pressão sobre o fluxo de caixa, decisões financeiras mal estruturadas seguem entre os principais fatores de fechamento de negócios no país.
Dados do Sebrae indicam que cerca de 29% dos MEIs encerram suas atividades antes de completar cinco anos, sendo a má gestão financeira um dos motivos recorrentes. O alerta não se restringe aos microempreendedores: empresas de diferentes portes enfrentam dificuldades semelhantes quando não adotam controle financeiro, planejamento e tecnologia adequados.
A seguir, especialistas apontam cinco erros financeiros comuns que estão levando negócios ao colapso, e como evitá-los.
1. Misturar finanças pessoais e empresariais
Quando não há separação entre pessoa física e jurídica, o empresário perde a real noção de lucro, compromete o caixa e cria riscos fiscais.
Como evitar: manter contas bancárias separadas e definir um pró-labore claro desde o início.
2. Não controlar o fluxo de caixa diariamente
Faturar não significa ter dinheiro disponível. A ausência de controle de entradas e saídas impede o planejamento e leva a decisões tomadas ‘no susto’.
Como evitar: acompanhar o fluxo de caixa em tempo real, com projeções de curto e médio prazo.
3. Usar crédito sem estratégia
Em um ambiente de juros altos, recorrer a empréstimos para cobrir despesas recorrentes pode acelerar o endividamento.
Como evitar: utilizar crédito apenas com finalidade definida, preferencialmente para investimento ou expansão planejada.
4. Ignorar o planejamento tributário
A complexidade do sistema tributário brasileiro faz com que muitas empresas paguem mais impostos do que deveriam.
Como evitar: revisar periodicamente o regime tributário e buscar orientação especializada para identificar oportunidades legais de economia.
5. Ficar fora da digitalização financeira
Empresas que ainda dependem de processos manuais ou meios de pagamento pouco eficientes tendem a sofrer mais com inadimplência e falta de previsibilidade.
Como evitar: adotar soluções digitais que automatizem cobranças, pagamentos e conciliações financeiras.










































































































