Na próxima sexta-feira (14) celebramos o Dia Nacional da Alfabetização e o defensor público federal André Naves chama atenção para um tema ainda pouco discutido: a exclusão educacional das Pessoas com Deficiência (PCDs) no processo de alfabetização.
De acordo com o IBGE, quase 10 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda não sabem ler e escrever. Entre as pessoas com deficiência, o cenário é ainda mais preocupante: o Censo 2022 mostra que o percentual de analfabetismo entre PCDs é quase o dobro da média nacional.
‘A alfabetização é o primeiro passo para o exercício pleno da cidadania. Quando negamos esse direito a pessoas com deficiência, negamos também sua autonomia, sua voz e sua possibilidade de participar da vida em sociedade’, afirma Naves.
O defensor público, que é mestre em Economia Política (PUC-SP) e doutor em Economia (Princeton University), destaca que a alfabetização inclusiva requer políticas públicas integradas e investimento em formação docente.
‘Não basta garantir vaga na escola. É preciso garantir que o ambiente seja acessível, que existam materiais adaptados, professores preparados e tecnologias assistivas disponíveis. Alfabetizar uma pessoa com deficiência é um ato de reconhecimento de sua dignidade humana’, enfatiza.
Texto: Andreia Constâncio.
















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