O Maio Roxo, mês de conscientização das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), chama a atenção para as patologias gastrointestinais que afetam cerca de cinco milhões de pessoas no planeta, segundo dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Essas enfermidades ocorrem quando o intestino tem sua função prejudicada em uma ou mais partes, causando, entre outros problemas, a diminuição da absorção de nutrientes, etapa que ocorre no intestino delgado.

A nutricionista do Sistema Hapvida, Cíntia Menezes, explica que as causas dessas disfunções são multifatoriais e vão desde fatores genéticos até físicos e comportamentais, como tabagismo, desordens da microbiota intestinal, falta de fibras e água, estresse, depressão e ansiedade o que eleva a sensibilidade das células nervosas no intestino. A idade também tem influência, visto que a capacidade de absorção de alguns nutrientes diminui com o passar dos anos.

“Os sintomas mais comuns incluem perda repentina de peso, mudanças nos hábitos intestinais, sensação de estufamento, desconforto abdominal, acúmulo de gases, aquela sensação de barriga inchada, cólicas intestinais, diarreia, constipação (intestino preso) e sangue nas fezes”, enumera a especialista.

Manter hábitos de alimentação saudáveis é decisivo também nestas situações, sendo extremamente importantes para prevenir – e também tratar – problemas no sistema gastrointestinal. “Uma alimentação equilibrada vai auxiliar na prevenção de patologias como a Doença de Crohn e Retocolite, e também outras enfermidades. É importante garantir a ingestão de água, carboidratos, proteínas, lipídios, fibras solúveis ou insolúveis, a depender do caso, além de vitaminas e minerais, de acordo com a necessidade de cada indivíduo, considerando seu estado nutricional”, orienta.

Com o desequilíbrio na absorção de nutrientes, é comum o desenvolvimento de carências nutricionais, que precisam ser ajustadas a partir de uma avaliação com o nutricionista. Cabe a este profissional elaborar um plano alimentar a fim de recuperar ou manter o estado nutricional daquele paciente.

“O plano alimentar é traçado de acordo com a fase em que a doença se encontra. A orientação é evitar alimentos picantes, café, alimentos industrializados, chás escuros e bebida alcoólica”, diz a nutricionista, alertando para a importância do diagnóstico precoce e início do tratamento o mais rápido possível. “A fim de proporcionar bem-estar ao paciente, facilitar a cicatrização e reestruturação da mucosa gástrica e alívio dos sintomas”, explica.

De acordo com a nutricionista, o tratamento é individualizado, então é indispensável o acompanhamento médico e nutricional, seguir as orientações medicamentosas, preferências alimentares, consumo de água, fibras e suplementação, quando necessário.