Um vídeo que circula nas redes sociais denuncia o descarte irregular do óleo retirado das praias do município de Maraú. De acordo com o relato, o petróleo estaria sendo descartado em um lixão que fica próximo a residências de famílias da península. As imagens mostram uma espécie de aterro sanitário e algumas casas ao redor. Segundo o relato, as famílias que moram próximas ao lixão trabalham com coleta seletiva, e aquele óleo que foi descartado ali seria tóxico aos trabalhadores.

Além do cheiro forte, a denúncia ainda diz que o solo não foi protegido para tal descarte. O local é próximo à Baía de Camamu e faz parte de um mangue. A Prefeitura de Maraú disse que o material retirado do mar pelas equipes da Secretaria de Meio Ambiente do município foi colocado em um em um galpão coberto e espera a chegada das equipes do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para retirada do produto e descarte em local apropriado. Segundo a prefeitura, o material mostrado no vídeo não foi descartado pelas equipes do município.

De acordo com a nota divulgada, alguns voluntários, que ajudaram a transportar o material, descartaram o produto no lixão de maneira irregular e sem a autorização da prefeitura. Após receberam a denúncia, equipes se reuniram para remover o material e levar para o galpão, conforme orientação do Inema. O vídeo também mostra a denúncia sobre uma verba que a prefeitura teria recebido para o auxílio da retirada dos resíduos de petróleo das praias.

Porém, de acordo com a prefeitura de Maraú, a denúncia é falsa. Eles ainda relatam que os governos estadual e federal ainda não destinaram verbas para a finalidade. A prefeitura informou que uma equipe de aproximadamente 40 pessoas, espalhadas em grupos, está monitorando e limpando as praias da Península de Maraú com o apoio de populares, além do apoio do Corpo de Bombeiros, Marinha, Defesa Civil e AMURC.

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