A cultura da mandioca é o foco principal da participação da Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada em Cruz das Almas (BA), na 5ª edição da Tecnofam: Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar. O evento acontece de 16 a 18 de abril, no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, em Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul, organizado pela Embrapa Agropecuária Oeste e diversos parceiros estratégicos.
A equipe da Unidade é formada pelos pesquisadores Rudiney Ringenberg e Marco Antonio Rangel (que hoje atua no Mapa) e os coordenadores da Rede Reniva (Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária), os engenheiros-agrônomos Helton Fleck e Herminio Rocha.
Cursos e mesas de discussão
No início da manhã do dia 17, Helton e Herminio vão ministrar o curso sobre produção de matrizes de mandioca super elites com o uso da termoterapia na produção e multiplicação de ramas de mandioca e vão dar informações gerais também sobre a doença couro-de-sapo e a sua evolução no Brasil. Em seguida, Ringenberg vai falar sobre manejo integrado de pragas de mandioca.
Na manhã do dia 18, Rangel coordena a mesa de discussão sobre produção básica de ramas de mandioca. Vão participar também equipes da Embrapa Cerrados (DF) e Agropecuária Oeste (MS) e representantes de instituições do Mato Grosso do Sul: Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense (Copasul) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Todos os dias, a partir das 13h30, haverá em campo demonstração sobre propagação de mandioca com qualidade fitossanitária. A Tecnofam montou uma câmara térmica demonstrativa, seguindo o mesmo padrão, só que em tamanho reduzido, das câmaras térmicas que estão sendo distribuídas para nove estados do Norte e Nordeste — projeto de ampliação da Rede Reniva com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Mostra de tecnologias
Haverá exposição em campo de variedades de mandioca lançadas pela Embrapa para a região Centro-Sul, tanto de mesa (BRS 396, BRS 399 e BRS 429) quanto para uso industrial (BRS CS 01 e BRS 420). Também haverá uma Unidade de Referência Tecnológica com mudas do abacaxi BRS Imperial. Abaixo, informações sobre as tecnologias:
BRS 396 e BRS 399 – Duas variedades de mesa que apresentam elevado potencial produtivo, precocidade (colheita a partir dos sete meses após o plantio), polpa das raízes de coloração amarela, reduzido tempo para cozimento, boas qualidades culinárias, arquitetura pouco ramificada (favorável aos tratos culturais) e facilidade de colheita (raízes mais horizontais, que favorecem o arranque). A BRS 396 apresenta moderada resistência à bacteriose e resistência ao superalongamento, enquanto a BRS 399 é resistente aos dois problemas. Essas foram as primeiras cultivares de mandioca recomendadas pela Embrapa para Paraná e Mato Grosso do Sul. Em relação à BRS 396, obteve-se produtividade 40% superior à cultivar-padrão, bastante difundida na região, enquanto para a BRS 399 a produtividade foi, em média, 73,6% superior à cultivar-padrão.
BRS 429 – Cultivar de mesa altamente produtiva (no Paraná, a produtividade média da BRS 429 foi superior em 25,7% em relação às variedades tradicionais e, em São Paulo, a superioridade alcançou 53,9%), que possui porte reto (adequado ao plantio mecanizado); raiz cilíndrica, mais longa e uniforme, o que confere um aproveitamento comercial maior; precocidade (pode ser colhida aos oito meses); e moderada resistência às principais doenças que atingem as regiões (bacteriose e superalongamento). Apresenta polpa de coloração amarela intensa (preferida dos consumidores), bom tempo de cozimento (média de 20 minutos), textura farinácea, adequada tanto para o consumo mais usual (cozida e frita) como também para a obtenção de massa de boa qualidade, e sabor superior.
BRS CS 01 – Mandioca para a indústria recomendada para o Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Nas avaliações, seu grande diferencial ficou por conta das características relacionadas à produtividade. No primeiro ciclo (colheita aos dez meses), a produtividade de raízes foi pelo menos 31% maior que a das variedades tradicionalmente plantadas na região; e no segundo ciclo (colheita aos 18 meses), o aumento registrado girou em torno de 93%. No que se refere a doenças, a cultivar é semelhante às mais plantadas em relação à bacteriose e antracnose e menos suscetível ao superalongamento. O porte reto permite o plantio mecanizado, e a alta cobertura do solo requer número menor de capinas, o que diminui os custos. Também é indicada para o plantio direto, o que agrega sustentabilidade aos sistemas de produção da cultura.
BRS 420 – Cultivar para uso industrial recomendada para os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, com aptidão para uso no plantio direto. Apresenta expressiva superioridade às variedades mais utilizadas nestas regiões quanto à produtividade de raízes e amido, tanto no primeiro quanto no segundo ciclo. Além de possuir resistência moderada a bacteriose, superalongamento e antracnose — doenças importantes da cultura —, tem porte reto, que favorece tratos culturais, colheita e produção de ramas para o plantio.
Novas variedades – Vão ser apresentadas também duas cultivares para a indústria que estão em processo de lançamento, provavelmente em julho deste ano, e serão recomendadas inicialmente para os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A principal aplicação das variedades é a produção de amido, porém podem ser utilizadas também pela indústria de farinha.
Abacaxi BRS Imperial – Resistente à fusariose — principal doença que ataca a cultura, que pode levar a perdas superiores a 80% na produção de frutos —, não possui espinhos nas folhas, produz frutos menores que os do tradicional Pérola, com casca espessa, polpa firme, elevado teor de açúcares e excelente sabor.
A feira
A Tecnofam se consolida como a feira da agricultura familiar sul-mato-grossense, resultado da adequação da Embrapa e parceiros às demandas regionais. O evento tem como objetivo oportunizar aos agricultores familiares o contato com soluções tecnológicas, com enfoque na sustentabilidade da produção agropecuária, apresentando alternativas tecnológicas e arranjos de sistemas de produção, assim como maquinários, implementos e equipamentos voltados para a agricultura familiar, e ao mesmo tempo promover a troca de experiências e conhecimentos a partir de diferentes dinâmicas em transferência de tecnologias (estações a campo, exposição de máquinas e equipamentos, oficinas e feira de produtos).
Serviço:
Evento: 5ª edição da Tecnofam – Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar.
Data: 16 a 18 de abril.
Local: Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, em Dourados (MS).
Endereço: Rua Valério Fabiano, Nº 100 – Jardim Alhambra
Texto: Alessandra Vale.


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