Por Marianna Andrade – cardiologista.
De um coração que dispara sem aviso a um simples cansaço sem explicação, as arritmias cardíacas podem se manifestar de formas quase imperceptíveis ou nem dar sinal, mas escondem riscos que comprometem a vida. Com o envelhecimento populacional e a expansão das doenças crônicas, crescem no Brasil as internações e as mortes associadas a distúrbios do ritmo cardíaco. Reconhecer cedo o problema é decisivo para evitar complicações graves como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
Dados do sistema de informações hospitalares do DATASUS indicam que entre 2019 e 2023 foram registradas cerca de 283.970 internações por arritmia cardíaca no Brasil, sendo que em 2023 ocorreram 74.492 internações, com taxa de incidência de 36,7 casos por 100 mil habitantes. Estudos da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que a Fibrilação Atrial, tipo mais comum de arritmia, é cada vez mais frequente entre adultos.
Sintomas e riscos – Segundo a cardiologista Marianna Andrade, coordenadora do serviço de cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), as apresentações clínicas variam de palpitações e batimentos irregulares a tontura, falta de ar, fadiga e, não raro, nenhum sintoma. ‘Essa variação torna essencial a avaliação periódica. Muitos pacientes convivem com arritmias silenciosas que elevam o risco de complicações graves’, diz a especialista.
O diagnóstico começa na consulta clínica e se apoia em exames como eletrocardiograma, Holter de 24 horas e looper/monitor externo de até sete dias, que ampliam a chance de flagrar arritmias intermitentes e guiar a conduta.
Avanços no tratamento – A ablação por cateter, minimamente invasiva, tornou-se protagonista para várias arritmias e pode levar à cura definitiva. Estudos da SBC corroboram que, após mais de 20 anos desde sua utilização inicial, o procedimento se consolidou como rotina para casos selecionados. ‘Quando realizada com os recursos corretos e por equipes capacitadas, a ablação elimina a arritmia e devolve qualidade de vida’, explica Marianna Andrade.
Além disso, novos medicamentos oferecem maior eficácia e menos efeitos colaterais. Em casos específicos, o uso de marcapassos e desfibriladores implantáveis também pode ser indicado.
Prevenção – Há fatores modificáveis que reduzem o risco de arritmias e suas complicações: manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, controlar o peso e a pressão arterial, tratar diabetes e apneia do sono, não fumar, moderar o consumo de álcool e evitar estimulantes como bebidas energéticas e alguns pré-treinos. ‘Cuidar das comorbidades e manter seguimento médico regular diminui de forma significativa as arritmias e seus desfechos’, reforça Marianna Andrade.
Em caso de palpitações recorrentes ou irregulares, desmaios, tonturas frequentes, falta de ar sem explicação, dor ou aperto no peito, cansaço desproporcional ao esforço ou histórico familiar de arritmias ou morte súbita, a recomendação é procurar avaliação médica: ‘Não ignore o que o corpo diz. Um diagnóstico precoce pode salvar vidas e evitar sequelas permanentes’, conclui a médica do HMDS.
Texto: Cinthya Brandão.


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