Por Adriane Barreto – médica especialista em Medicina do Estilo de Vida.
Ter uma alimentação saudável é um dos principais requisitos para que o corpo e os órgãos vitais funcionem de maneira adequada. O ser humano precisa diariamente ingerir vitaminas, nutrientes e minerais para manter o organismo equilibrado. Porém, com a correria do dia a dia, optar por comida de verdade se tornou um dos grandes desafios da atualidade. “É preciso tomar consciência, entender os impactos do consumo dos alimentos para buscar melhores escolhas e não cair na sedução das propagandas que prometem erroneamente alimentos práticos e nada nutritivos”, aponta a médica Adriane Barreto, especialista em Medicina do Estilo de Vida.
O Dia Mundial da Alimentação, celebrado 16 de outubro, é uma data que serve de alerta sobre a importância da alimentação saudável, acessível e de qualidade. E a atenção deve começar com os rótulos, até dos produtos que se intitulam saudáveis. “Um grande equívoco é confiar em alimentos que possuem rótulos atrativos. Principalmente naqueles que oferecem ser uma boa fonte de suplementos, vitaminas, ou algo extremamente benéfico à saúde”. Algumas barras de cereais são um exemplo. Elas se apresentam como um lanche saudável, mas, na verdade, são ricas em aditivos químicos e carboidratos. “Um alimento nada equilibrado”, dispara a especialista da clínica NeuroIntegrada, reforçando a importância de ter clareza e consciência sobre a procedência e da pureza dos alimentos consumidos.
Quem busca saúde deve ter atenção redobrada também com os produtos diet, light, zero açúcar, sem lactose e afins. Ainda de acordo com a especialista, muitos destes alimentos, que se apegam à proposta de serem isentos de determinada substância, são carregados em aditivos químicos. O recomendado para consumidores mais conscientes é buscar entender mais sobre o grau de processamento dos alimentos que leva à mesa. “Existe uma classificação criada no Brasil e conhecida mundialmente, com base na extensão e propósito do processamento, denominada NOVA”, indica Barreto.
Ser mais crítico com o consumo de produtos processados, ultraprocessados e mais receptivo à ingestão de frutas e verduras é um bom começo para quem quer melhorar a alimentação. “Alimentos ultraprocessados podem ser comidas e bebidas. Não são propriamente alimentos, mas, sim, formulações de substâncias obtidas por meio do fracionamento de alimentos in natura, Criados para gerar um ultrassabor e reduzir o custo de produção”, explica a médica, que lista nesta categoria refrigerantes, bebidas lácteas, néctar de frutas, misturas em pó para preparação de bebidas com sabor de frutas, salgadinhos de pacote, doces e chocolates, biscoitos recheados, barras de “cereais”, sorvetes, pães, outros panificados embalados e uma lista infinita de itens nada nutritivos consumidos largamente.
E é sempre bom lembrar que alimentos podem ajudar a prevenir doenças e favorecer o tratamento de algumas delas, como o câncer, diabetes e hipertensão. Alimentos in natura – aqueles consumidos como estão na natureza ou apenas modificados fisicamente (cortados, resfriados) – reduzem o nível de inflamação do corpo, aumentam as substâncias antioxidantes, o que deixa o corpo menos reativo e menos propício ao aparecimento de comorbidades. “O que realmente faz diferença para muitos tratamentos é comida de verdade, fugir das ‘coisas para comer’, dos alimentos ultraprocessados. Porém, as propagandas maciças e a pressão pela compra desse tipo de alimento são uma grande barreira. Quando vamos ao supermercado, o setor de alimentos in natura geralmente é pequeno, o hortifruti geralmente fica ao fundo, ocupando não mais que 15 a 20% da área do empreendimento”, sinaliza a médica Adriane Barreto.
Dicas da especialista para melhorar a alimentação:
- Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação;
- Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias;
- Limitar o consumo de alimentos processados;
- Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados;
- Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia;
- Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados;
- Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias;
- Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece;
- Dar preferência, quando se alimentar fora de casa, a locais que servem refeições preparadas na hora;
- Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentos veiculadas em propagandas comerciais.
Texto: Fernanda Carvalho/ Frente & Verso Comunicação Integrada.


Credito: Giovanna Pugliesi










Imagem da Companhia de Produção de Animação 3D da Pixabay

Imagem de Pexels do Pixabay



Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Na foto, um homem falando de frente para outro homem | Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
































Imagem de Alterio Felines do Pixabay















































