O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, comentou nesta sexta-feira, dia 14, a possibilidade de construir uma usina hidrelétrica binacional com a Bolívia. O projeto seria no Rio Mamoré, acima do município de Guajará-Mirim (RO), contando com experiência e investimentos de Itaipu.
“Ela [a nova usina] vai ser necessária. Itaipu pode servir de referência, inclusive de relações [internacionais], que é uma construção de longo prazo. Itaipu pode ajudar muito se for tomada essa decisão. A previsão é que sejam duas hidrelétricas, de 5 mil MW a 6 mil MW [no total]. O Brasil precisa de energia segura. A engenharia diplomática para fazer uma construção dessas não é pequena. É tão complexa quanto é a engenharia para fazer a obra”, disse Silva e Luna.
Segundo o general, Itaipu poderia ser o agente brasileiro na futura usina binacional com a Bolívia. De acordo com os estudos, dentro de três anos, Itaipu terá quitado a dívida para a construção da usina, o que vai liberar cerca de US$ 2 bilhões por ano, podendo ser aplicado em melhorias na usina de Itaipu. A estimativa do valor de construção da usina é de cerca de US$ 5 bilhões, tomando-se em conta o valor das grandes usinas recentes.
Metro1

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil






















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