Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) desenvolveram um estudo inédito no Brasil para tratar a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH) crônica, complicação grave que pode surgir após transplantes de medula óssea. A pesquisa utiliza células-tronco mesenquimais derivadas da medula óssea e acaba de receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O início dos testes em humanos está previsto para setembro de 2026.
A DECH ocorre quando células do doador passam a atacar o organismo do receptor, causando complicações severas e elevadas taxas de morbidade e mortalidade. Como alternativa terapêutica, os pesquisadores criaram o MesenCell, produto biológico composto por células vivas com propriedades imunomoduladoras. O estudo será realizado com 20 pacientes resistentes aos tratamentos convencionais em hospitais de referência do Paraná, incluindo o Hospital de Clínicas da UFPR, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Graças.
Segundo a equipe da PUCPR, pesquisas anteriores com terapia semelhante apresentaram resultados promissores, com taxa de resposta global de 80% e melhora significativa em casos graves. A expectativa é reduzir a inflamação, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e diminuir internações prolongadas, contribuindo também para reduzir a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com informações da Assessoria de Imprensa da PUCPR – Adaptado pelo Tribuna do Recôncavo.












































































































