À medida que novembro avança, a sensação de urgência cresce: o ano está acabando e muitas metas ainda parecem distantes. Para muita gente, a reação é tentar compensar o tempo perdido com uma maratona de trabalho — o que costuma terminar em exaustão e frustração.
Mas há uma alternativa. O gestor de carreiras Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, propõe uma estratégia chamada ‘curto prazo inteligente’: um método para canalizar a energia da reta final do ano em ações pontuais, de alto impacto e com resultados reais antes do recesso.
‘Em vez de tentar fazer tudo, o segredo é focar em uma ou duas ações que realmente podem mudar o jogo para sua carreira. É aplicar o princípio de Pareto — 20% de esforço para 80% de resultado — ao desenvolvimento profissional’, explica Santos.
De acordo com ele, a chamada ‘síndrome do fim de ano’ leva muitas pessoas à produtividade vazia: respondem mais e-mails, participam de mais reuniões, trabalham mais horas, mas sem direção clara. ‘Correm muito, mas em círculos’, afirma. O ‘curto prazo inteligente’ propõe o oposto: um sprint estratégico, concentrado em metas bem definidas e sustentáveis.
O gestor sugere um plano dividido em três passos práticos:
- Diagnóstico cirúrgico
O primeiro passo é olhar para o ano com honestidade e método. Quais metas saíram do papel? O que ficou pelo caminho — e por quê? Identifique o principal gargalo: pode ser uma habilidade técnica que faltou, uma competência comportamental ainda em desenvolvimento ou simplesmente falta de visibilidade dentro da equipe. ‘Às vezes, nossa carreira está a uma conversa de distância de um novo patamar. Descobrir qual é essa conversa-chave — com o gestor, com um mentor ou com alguém de outra área — é o primeiro movimento desse sprint’, orienta.
- Escolha de um microprojeto de alto impacto
Com o diagnóstico em mãos, o próximo passo é focar em um único projeto relevante para executar até dezembro. Nada de listas intermináveis — a ideia é escolher algo com início, meio e fim claros, que realmente te deixe em uma posição melhor em janeiro. ‘Pode ser concluir um curso técnico e aplicar o aprendizado em um projeto real, resolver um problema interno que ninguém quer assumir ou fortalecer conexões estratégicas dentro da empresa’, explica o especialista. O segredo, segundo ele, é que o microprojeto gere um resultado mensurável — algo que demonstre iniciativa e entrega concreta.
- Comunicar e colher os frutos
Dezembro é o momento de dar visibilidade ao que foi feito. Organize os resultados, documente os aprendizados e apresente o impacto do microprojeto. ‘Ninguém vai adivinhar o seu esforço’, lembra Santos. ‘Marque uma conversa de fechamento com o gestor, mostre o que entregou e conecte isso às suas metas para 2026.’
Para o especialista, essa postura demonstra maturidade e pensamento estratégico, duas competências cada vez mais valorizadas pelas empresas. ‘Ainda dá tempo de virar o jogo antes do fim do ano. Não para fazer tudo, mas para fazer o que realmente importa’, conclui.
Virgilio Marques dos Santos é um dos fundadores da FM2S, gestor de carreiras, PhD, doutor, mestre e graduado em Engenharia Mecânica pela Unicamp e Master Black Belt pela mesma Universidade. Autor do livro “Partiu Carreira”, TEDx Speaker, foi professor dos cursos de Black Belt, Green Belt e especialização em Gestão e Estratégia de Empresas da Unicamp, assim como de outras universidades e cursos de pós-graduação. Atuou como gerente de processos e melhoria em empresa de bebidas e foi um dos idealizadores do Desafio Unicamp de Inovação Tecnológica.
Texto: Adriana Arruda.


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