Por Leonardo Paixão
Em 1887, um jovem médico polonês teve a ideia de criar um idioma que chegasse a todos os cantos do mundo, que pudesse ser um elo de comunicação que ultrapasse fronteiras e que fosse a forma das comunicações internacionais. O sonhador Lázaro Zamenhof planejou e criou o Esperanto. Hoje, mais de 130 anos depois, o Esperanto é uma língua viva que, de fato, encontra falantes em todo o planeta, mas é uma alegoria, um passatempo que serve para diversão e para conversas que não precisam de compromisso – e que na maioria das vezes acontecem pela internet, já que é difícil encontrar pessoalmente um falante de Esperanto.
Os rankings que elencam as línguas mais faladas no mundo geralmente partem das taxas populacionais dos países. Mas sabemos que o inglês é o idioma internacional, é ele que garante comunicação em todos os continentes, entre as mais diversas culturas. O inglês é a realização do sonhador Zamenhof porque não pertence mais a uma nação e não representa um povo específico. Atravessou os anos adquirindo camadas de apropriações e hoje é língua falada desde a infância em vários países que não a tem como nativa. Além disso, se tornou o idioma dos negócios, das profissões, das viagens, dos artigos científicos e das mais importantes publicações sem importar a origem.
No Brasil, país que ainda sofre com os absurdos do analfabetismo, o domínio do inglês é ainda mais importante. Ao contrário de lugares desenvolvidos em que um segundo idioma faz parte da grade curricular nas escolas de maneira séria, aqui, representa um diferencial de peso no mercado de trabalho. Garçom, recepcionista, economista, administrador, executivo, não importa a profissão, saber ler, escrever, ouvir e falar corretamente inglês pontua muito na hora de procurar emprego, competir por uma promoção, atualizar conhecimentos.
A mola que impulsionou a língua inglesa como a mais importante do mundo também catapultou outras situações que se referem à globalização: a velocidade dos negócios, a excelência dos concorrentes e mais uma série de situações que não permitem que um profissional esteja mais ou menos preparado para o mercado. “The book on the table” ou o inglês macarrônico que às vezes se ouve por aí não serve mais. É preciso saber de verdade, mais do que isso, é preciso pensar em inglês para o verdadeiro domínio da língua.
Quando eu comecei a dar aulas de inglês, tinha como principal objetivo fazer com que o aluno aprendesse corretamente, aprendesse de verdade. Com o passar do tempo, fui conhecendo realidades, entendendo algumas coisas que vão além da relação ensino-aprendizado. Na criação da inFlux meus sócios e eu sabíamos que o aluno teria que aprender de verdade e que não poderia passar anos e anos pagando e frequentando um curso de idioma. Quem quer aprender um idioma tem sonhos a realizar, não pode perder tempo, não pode aprender mais ou menos. O nosso desafio era desenvolver um método que garantisse aprendizado verdadeiro mais rápido e mais barato. Foi o que fizemos, hoje conseguimos estabelecer, em contrato, o domínio do idioma, com certificação internacional. E concordamos que fazemos tudo isso, realizando o nosso sonho de realizar o sonho das pessoas.
O bom doutor Lázaro Zamenhof nem imaginava que o seu sonho de comunicação internacional tomaria o mundo de forma tão avassaladora – não foi com o Esperanto, mas aconteceu.
Sobre o autor
Leonardo Paixão é Sócio-Fundador e CFO da rede de escola de idiomas InFlux, e suas mais de 150 escolas já receberam 12 vezes o Selo de Excelência em Franchising, e por 9 vezes foram Destaque Nacional da categoria. Leonardo também recebeu o Prêmio de Franqueador do Ano em 2017.
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