Dor abdominal recorrente, diarreia persistente e perda de peso sem causa aparente podem ser sinais de doenças inflamatórias intestinais (DIIs), grupo de condições crônicas que tem registrado crescimento no Brasil. Durante a campanha Maio Roxo, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce para evitar complicações e garantir qualidade de vida aos pacientes. Entre as principais doenças estão a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, além de outras formas menos frequentes.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a prevalência das doenças inflamatórias intestinais aumentou cerca de 15% ao ano na última década. Já o Ministério da Saúde aponta que o Brasil registrou mais de 23 mil internações por inflamações intestinais em 2024, número 61% maior em comparação com 2015.
Segundo o coloproctologista do Hospital Mater Dei Salvador Ramon Mendes, fatores como alimentação industrializada, estresse e mudanças no estilo de vida podem estar relacionados ao avanço dos casos. “Muitos pacientes passam anos tratando como se fosse apenas um problema intestinal comum. Quando chegam ao especialista, já apresentam inflamação avançada ou complicações”, alertou.
Apesar de não terem cura, as DIIs podem ser controladas com tratamento adequado, incluindo medicamentos imunossupressores, terapias biológicas e, em alguns casos, cirurgia. O especialista destaca que a informação e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Com informações da assessoria de imprensa de Cinthya Brandão e Carla Santana – Adaptado pela Tribuna do Recôncavo.













































































































