Artigo: A arte de influenciar com o princípio da renúncia

Imagem de Mohamed Hassan do Pixabay

Por Bruno Rosa – engenheiro eletricista.

Na realidade, existe um método que pode ajudar na tarefa de como equalizar custos desiguais e usar a aversão à perda para forçar decisões racionais em dilemas e negociações. Vejamos um exemplo: Chega uma data especial. Você está em meio ao planejamento de uma noite inesquecível para celebrar seu relacionamento. O dilema se apresenta: investir em um restaurante sofisticado com música ao vivo, ou optar pela intimidade de um jantar à luz de velas em casa, preparado por você.

Ambas as opções carregam um alto valor emocional. No entanto, se a comparação imediata fosse R$ 500 para a experiência fora versus R$ 150 para o jantar caseiro, a escolha pareceria óbvia para o bolso. E é justamente aqui que reside a falácia que o universo da economia nos ajuda a desvendar: as comparações só são justas quando as restrições são equivalentes. É aí que entra o poder do Custo de Oportunidade, aplicando-se a lei da renúncia e ressaltando-se o valor da melhor opção não escolhida.

O Custo de Oportunidade é um princípio fundamental que define a renúncia que fazemos ao tomar uma decisão. Não se trata apenas do custo monetário da escolha feita, mas sim do valor da melhor alternativa que deixamos de lado. Em outras palavras, ao escolher o Jantar A, o custo de oportunidade é o benefício que você perde do Jantar B. (mais…)

Treinar na gravidez é seguro e pode reduzir risco de complicações

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A prática de exercícios físicos é essencial para uma gestação saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda que gestantes façam, pelo menos, 150 minutos de atividade física aeróbica e fortalecimento muscular de intensidade moderada durante a semana, o que equivale a cerca de 21 minutos de exercícios por dia. Isso é importante, pois, a ciência já mostrou que manter atividade física na gestação é seguro e traz benefícios que vão muito além do corpo da mãe.

A prática impacta diretamente a saúde e o desenvolvimento do bebê. Durante o exercício, a circulação melhora, o oxigênio chega com mais qualidade à placenta e o coração do bebê também é beneficiado. Além disso, há equilíbrio hormonal, menor risco de complicações e uma preparação natural para o parto e o pós-parto.

‘Os exercícios físicos ajudam a manter a boa forma física da mãe, promovem a manutenção da função cardiopulmonar, auxiliam no controle do ganho de peso e reduzem o risco de complicações como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Eles também podem facilitar o trabalho de parto e contribuir para uma recuperação mais rápida após o parto’, afirma Everton Raeda.

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ARTIGO: Prometeu emagrecer em 2026? Cinco ajustes realistas para a promessa sair do papel

Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

Por Fernanda Lopes – nutricionista

Ano virou e a meta voltou à lista: perder peso. Se você se reconhece nisso, saiba que essa intenção é comum, e necessária. A vontade de cuidar do corpo costuma ganhar força no início do calendário, mas transformar o plano inicial em rotina ainda é um desafio para boa parte da população. Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da World Obesity Federation, indicam que 68% dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso. A projeção aponta que, até 2030, o Brasil deve ultrapassar 115 milhões de pessoas acima do peso.

Diante desse cenário, a Fernanda Lopes, profissional de nutrição da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em obesidade e sobrepeso, compromissos genéricos tendem a falhar quando não vêm acompanhados de estrutura. “A readequação do peso não acontece por atalhos. Ela exige método, regularidade e decisões que se adaptem à dinâmica real de cada pessoa”, explica. Pensando nisso, a especialista elenca cinco ajustes fundamentais para transformar a intenção de emagrecer em um plano possível ao longo de 2026.

  1. Iniciar com suporte especializado faz diferença

Um dos equívocos mais frequentes é tentar conduzir a jornada sozinho. ‘A pessoa altera o padrão alimentar e inclui atividade física, mas sem avaliação adequada acaba errando nas quantidades, na distribuição de nutrientes ou no tipo de estímulo corporal. O monitoramento profissional reduz excessos e frustrações’, afirma Fernanda. (mais…)

Festas de fim de ano ainda excluem pessoas com deficiência em espaços públicos

Imagem Ilustrativa de Free-Photos do Pixabay

Com a chegada do fim do ano, praças, parques e vias públicas se transformam em cenários de festas, iluminação natalina e grandes shows de Réveillon. No entanto, para milhões de pessoas com deficiência, essas celebrações seguem inacessíveis. A ausência de planejamento inclusivo mantém crianças, adultos e idosos fora dos espaços públicos justamente em um período que simboliza convivência e celebração coletiva.

Segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE, o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência, incluindo um contingente expressivo de crianças e adolescentes. Apesar disso, eventos públicos temporários – como festas de fim de ano – frequentemente ignoram requisitos básicos de acessibilidade, como rampas, banheiros adaptados, áreas reservadas, sinalização adequada e intérpretes de Libras.

Para o defensor público federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, a exclusão nesses eventos vai além de falhas pontuais. (mais…)

Natal movimenta o comércio e redobra a atenção com acidentes oculares entre crianças

Imagem de monicore por Pixabay

Com o Natal e aproximação do Ano Novo, escolher presentes para as crianças costuma trazer encanto, alegria e expectativa. No entanto, em meio à variedade de opções disponíveis, é essencial que adultos fiquem atentos aos riscos associados a alguns brinquedos. Presentear é um gesto de carinho, mas a segurança deve ser sempre o primeiro critério — especialmente quando se trata da saúde ocular.

Segundo a oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte, Dra. Juliane Coelho Ricciardi, muitos acidentes poderiam ser evitados com a simples verificação da faixa etária indicada na embalagem. ‘Qualquer brinquedo que não seja adequado a idade para a qual foi criado pode causar danos sérios. Por isso, sempre reforço que é fundamental checar se o item corresponde ao desenvolvimento da criança’, explica. A médica destaca ainda que objetos com pontas ou componentes pequenos representam perigo, independentemente da fase da infância: ‘Partes pontiagudas e peças que se soltam aumentam muito as chances de atingir os olhos’.

Entre as opções mais perigosas, os lasers continuam sendo motivo de alerta. ‘Não devemos ofertar brinquedos com laser para crianças. Eles representam risco direto para a retina e podem provocar lesão irreversível, chegando a comprometer permanentemente a região central da visão’, afirma. Esse tipo de feixe, quando direcionado ao próprio rosto ou ao olhar de terceiros, pode resultar em cegueira permanente. (mais…)

Psicóloga destaca a importância das amizades para a saúde mental

Imagem de Kevin Phillips por Pixabay

Amizades nos ajudam a desenvolver a socialização, emoções, ampliação de repertório comportamental, segurança, confiança, lazer, autoconhecimento e desenvolvimento. Protegem de doenças como as cardiovasculares e até transtornos mentais. Uma boa rede de apoio nos salva (pretensioso dizer, mas arrisco) de parentes nocivos e da própria história posta. Através dos amigos é possível aprofundar os conceitos de família e reescrever as narrativas de inúmeras situações.

Cada vez mais grupos de amigos resolvem fazer encontros periódicos e fixos, se unir em comunidades em que morem próximo ou até na própria casa e até assumir um casamento lavanda (em prol da estabilidade financeira, emocional e proteção legal). Ter uma rede de apoio é essencial e a noção de pertencimento e individualidade, autenticidade e reconhecimento são essenciais para a saúde mental.

De acordo com a psicóloga Bianca Reis: ‘quando não pertencemos ao todo nos afastamos dele, quando pertencemos a nós mesmos nos aproximamos da nossa essência. Ser de verdade envolve ambiguidades, porém entre bons amigos é possível pertencer ao grupo e ser de si mesmo. Com isso, a sensação de vazio (existente e impossível de ser eliminada) pode passar a não ser vista de forma tão angustiante. Seremos sempre seres faltantes, a questão está na maneira na qual eu e meus pares enxergamos e lidamos com esses vazios e faltas. E que bom é ter a possibilidade de ser com e através do outro com as amizades descentralizando o amor romântico, dando espaço a amores plurais’. (mais…)