O plano funerário familiar pode ser uma alternativa para famílias que desejam organizar antecipadamente os custos e serviços relacionados a um eventual falecimento. A inclusão de cônjuges, filhos, pais e outros dependentes, porém, deve considerar a composição da família, as regras do contrato, a idade dos beneficiários e os serviços oferecidos.
A principal vantagem do planejamento antecipado é transformar uma despesa que pode ser inesperada e elevada em um custo programado. Antes de incluir novos dependentes, no entanto, é importante verificar se o acréscimo na mensalidade realmente corresponde à proteção oferecida.
Segundo Eduardo Fernandes, gestor de projetos do Campo Santo Familiar, o primeiro passo é identificar quem efetivamente precisa estar incluído na cobertura.
“Não se trata simplesmente de colocar o maior número possível de pessoas no plano. É importante olhar para a realidade daquela família: quem são os dependentes, quais as idades, onde residem e quais serviços estarão disponíveis para cada um”, explica.
O que analisar antes de incluir dependentes no plano funerário?
Antes da contratação ou alteração de um plano funerário familiar, o consumidor deve conferir atentamente as condições previstas no contrato.
Entre os principais pontos estão:
- quem pode ser incluído como dependente;
- existência de limites relacionados à idade;
- período de carência;
- valor adicional cobrado pela inclusão;
- serviços efetivamente cobertos;
- área de abrangência do atendimento;
- eventuais restrições e limites da cobertura;
- condições para inclusão ou substituição de dependentes.
A legislação brasileira que regulamenta os planos de assistência funerária estabelece que o contrato deve identificar o titular e seus dependentes e apresentar informações sobre os serviços, valores, área de abrangência, carência e demais condições da contratação.
Mensalidade mais barata nem sempre significa melhor opção
Na hora de escolher um plano funerário, comparar apenas o valor da mensalidade pode levar a uma avaliação incompleta.
A orientação é calcular quanto será acrescentado ao orçamento para incluir cada dependente e quais serviços estarão disponíveis para aquela pessoa.
“Uma diferença pequena no valor mensal pode significar a proteção de mais integrantes da família. Mas o consumidor precisa fazer a conta completa: quanto custa acrescentar aquele dependente, quais serviços ele passa a ter e quais seriam as despesas da família se precisasse contratar tudo de forma particular e sem planejamento”, afirma Eduardo Fernandes.
Filhos e pais idosos podem exigir revisão do planejamento
A composição familiar muda ao longo dos anos. Casamento, nascimento de filhos, filhos que passam a morar ou constituir suas próprias famílias e o envelhecimento dos pais são situações que podem levar à necessidade de revisar a cobertura.
Um plano que atendia às necessidades de um casal pode não ser suficiente depois da chegada de filhos ou diante da necessidade de incluir pais idosos.
Por isso, a recomendação é verificar periodicamente quem está protegido e se os serviços contratados continuam adequados à realidade da família.
Atenção ao período de carência
Outro ponto importante é a carência do plano funerário. Os períodos e condições aplicáveis devem estar claramente previstos no contrato, assim como eventuais restrições.
Esse é um dos motivos pelos quais o planejamento antecipado é importante. A contratação feita somente quando surge uma situação de urgência pode não oferecer imediatamente todas as condições de cobertura esperadas.
“Planejamento funerário funciona justamente quando é feito antes da necessidade. Quando a família se organiza com antecedência, consegue analisar custos, comparar coberturas e tomar decisões com tranquilidade, sem a pressão emocional e financeira que acompanha um falecimento”, destaca Eduardo Fernandes.
Quando vale a pena incluir dependentes?
A inclusão tende a fazer mais sentido quando o custo adicional é compatível com os serviços oferecidos e quando os familiares realmente necessitam daquela proteção.
Para tomar a decisão, a família deve considerar a idade dos dependentes, onde moram, os serviços disponíveis na região e as condições de carência e cobertura.
Mais do que buscar o maior número possível de beneficiários, o ideal é manter o plano funerário familiar atualizado de acordo com as necessidades reais da família.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Campo Santo Familiar.
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo.
















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