Após um pico de alta em março, o mercado de combustíveis no Brasil entra em um período de estabilização em abril, mas os preços permanecem elevados. Apesar da queda no preço do etanol, a desigualdade regional revela que as regiões Norte e Nordeste enfrentam maior pressão, com aumentos de até 30% no diesel. Segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o mercado passou por uma mudança significativa, com o etanol ganhando protagonismo como alternativa frente aos combustíveis fósseis, mas sem representar um alívio estrutural.
Durante o mês de março, o mercado de combustíveis sofreu aumentos contínuos, com o diesel chegando a uma alta de 25%. Contudo, em abril, o cenário de estabilização começou a se desenhar, ainda que os preços se mantenham elevados. O etanol, em algumas regiões, apresentou queda devido ao aumento da oferta, oferecendo uma alternativa de alívio, especialmente no Sul e Sudeste. No entanto, a mudança não traz alívio imediato ou estrutural para o país, uma vez que o mercado continua vulnerável à volatilidade externa e à falta de infraestrutura regional eficiente.
A fragmentação regional é um dos principais desafios identificados pelo IBPT. Enquanto o Centro-Sul consegue mitigar a pressão com o uso do etanol, as regiões Norte e Nordeste permanecem mais expostas aos preços internacionais e ao alto custo logístico. O diesel nesses locais sofreu uma alta superior a 30% devido à maior dependência de importações. A análise do IBPT revela que sem melhorias significativas na logística e política energética, as disparidades regionais podem continuar a afetar a competitividade e o custo de vida no Brasil.
Com informações do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) – Adaptado pela Tribuna do Recôncavo.