O Porto da Barra, em Salvador, recebeu neste sábado (5) a 7ª Marcha Trans da Bahia – Adeloyá Ojú Bará, que reuniu pessoas trans, lideranças, movimentos sociais e aliados em defesa da cidadania, da participação política e dos direitos da população trans.
Com o tema “Bahia é democracia. E na democracia não cabe transfobia”, a manifestação destacou a necessidade de ampliar a presença de pessoas trans nos espaços de decisão e combater a violência e a exclusão que ainda atingem essa população.
Organizada pela Associação Baiana de Travestis, Transexuais e Transgêneros em Ação (Atração), a Marcha chegou à sétima edição reafirmando a ocupação do espaço público como instrumento de mobilização e reivindicação.
Para o coordenador político e produtor da Marcha, Diego Nascimento, o evento também representa uma cobrança ao poder público e uma reflexão sobre os limites da democracia. Segundo ele, o tema escolhido reconhece a democracia como condição para a existência da própria manifestação, mas também aponta que esse processo ainda não alcançou plenamente a população trans, especialmente pessoas negras e periféricas.
Entre as reivindicações estão a maior participação de pessoas trans em espaços de tomada de decisão, mandatos, assessorias, instituições e carreiras do Estado, além da implementação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento das desigualdades.
Sete edições de mobilização
De acordo com a organização, as últimas edições da Marcha reuniram cerca de 6 mil pessoas, consolidando o evento como um dos principais espaços de mobilização política da população trans na Bahia.
Para Keila Simpson, fundadora e diretora-geral da Atração, a realização da sétima edição demonstra a consolidação de uma mobilização construída e organizada por pessoas trans. Ela também destacou a participação de pessoas cisgêneras aliadas.
Segundo Keila, ocupar a Barra em um sábado representa uma forma de apresentar à sociedade uma população que ainda luta por visibilidade e cidadania, mas que busca ampliar sua participação política.
A dirigente também ressaltou que a Marcha não pretende se colocar em oposição à Parada LGBT, realizada no domingo seguinte, mas atuar de maneira complementar, levando às ruas pautas específicas da população trans.
A programação contou com apresentações artísticas, falas de lideranças políticas e intervenções culturais. Entre os nomes participantes estavam Bruna Benevides, Gab Van, Manu Ella, Elora e Puma Camillê, que apresentou uma roda de capoeira vogue.
A iniciativa contou com apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos, por meio do Fundo de Mobilização e Articulação, e da Fundação Gregório de Mattos, da Prefeitura de Salvador, através do Edital Culturas Populares: Festas e Mestres.
A 7ª Marcha Trans da Bahia foi realizada pela Atração.
Com informações da Gi Santana Assessoria de Imprensa
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo















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