A ansiedade faz parte das respostas naturais do organismo diante de situações de medo, preocupação ou estresse. Em determinados momentos, ela pode ajudar a pessoa a se preparar para desafios. Porém, quando se torna intensa, frequente e começa a prejudicar a rotina, pode indicar um transtorno que precisa de atenção.
De acordo com a psicóloga clínica Estela Mares, docente da Faculdade Anhanguera de Vitória da Conquista, o transtorno de ansiedade é caracterizado por preocupação excessiva, medo persistente ou nervosismo que interfere nas atividades diárias.
O problema pode se manifestar de diferentes formas, como transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico, fobias específicas, ansiedade social e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os países com maior número de pessoas afetadas pela ansiedade. A identificação dos sinais é importante para buscar ajuda e evitar que o quadro evolua para outros problemas de saúde mental.
Além disso, a ansiedade não tratada pode afetar a qualidade de vida e estar associada a sintomas físicos, como alterações no sono, tensão muscular, problemas gastrointestinais e aumento do estresse no organismo.
8 sinais que podem indicar ansiedade
1. Preocupação intensa e persistente
A pessoa pode apresentar pensamentos constantes sobre problemas futuros, situações do cotidiano ou acontecimentos que ainda não ocorreram. A sensação de apreensão pode surgir mesmo quando não existe uma ameaça imediata.
Esse comportamento pode estar relacionado a quadros como ansiedade generalizada, ansiedade social, fobias ou períodos prolongados de estresse.
2. Dificuldade para relaxar ou dormir
A mente acelerada, principalmente antes de dormir, pode dificultar o descanso. Algumas pessoas têm dificuldade para pegar no sono ou acordam várias vezes durante a noite.
O cansaço constante também pode ser consequência da falta de qualidade do sono provocada pela ansiedade.
3. Palpitações cardíacas, suor excessivo e tremores
Durante momentos de ansiedade intensa, o corpo pode ativar mecanismos de defesa que aceleram os batimentos cardíacos, provocam suor e causam tremores.
Esses sintomas podem aparecer em crises de ansiedade ou pânico e também devem ser avaliados por profissionais quando persistentes.
4. Respiração rápida ou ofegante
A ansiedade pode provocar uma respiração superficial e acelerada, conhecida como hiperventilação. A pessoa pode sentir dificuldade para respirar de maneira tranquila durante uma crise.
5. Sensação de falta de ar ou sufocamento
O sentimento de não conseguir respirar adequadamente ou de aperto na garganta pode acompanhar crises de ansiedade.
Apesar de ser comum em momentos de estresse intenso, sintomas físicos devem ser avaliados para descartar outras condições de saúde.
6. Tensão muscular
Rigidez muscular, dores nos ombros, pescoço e mandíbula são sinais frequentes em pessoas que convivem com ansiedade.
A tensão constante pode causar desconforto físico, prejudicar o sono e limitar atividades do dia a dia.
7. Pensamentos negativos recorrentes
A ansiedade pode levar a interpretações mais negativas das situações, com pensamentos automáticos de medo ou preocupação exagerada.
Uma estratégia recomendada é identificar esses pensamentos e buscar avaliar se eles correspondem realmente à situação enfrentada.
8. Evitação de situações que causam ansiedade
Evitar lugares, pessoas ou atividades por medo ou desconforto pode parecer uma solução momentânea, mas pode aumentar as limitações na vida social, acadêmica e profissional.
O enfrentamento gradual dessas situações, com orientação profissional, pode ajudar na recuperação.
Quando procurar ajuda
Identificar os sinais de ansiedade é um passo importante para buscar apoio. Conversar sobre saúde mental ajuda a reduzir preconceitos e facilita o acesso ao tratamento adequado.
Quem enfrenta sintomas persistentes deve procurar um profissional de saúde mental, como psicólogo ou psiquiatra, para receber orientação individualizada.
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Artigo adaptado e redigido com base em informações da Assessoria de Imprensa da Anhanguera. Fonte: Deiwerson Damasceno e Carolina Pinho.












































































































