Um manejo eficiente e um preparo criterioso do solo são determinantes para o sucesso na formação de pastagens destinadas à criação de bovinos seja para produção de carne ou leite. Um solo bem estruturado, fértil e livre de plantas invasoras assegura o rápido e vigoroso estabelecimento das forrageiras, proporcionando alimento de qualidade ao rebanho e elevando a produtividade por hectare. Além disso, práticas conservacionistas, como a correção da acidez, adubação equilibrada e controle de erosão, aumentam a longevidade da pastagem, reduzem custos e contribuem para a sustentabilidade da atividade pecuária.
Para garantir bons resultados na reforma da pastagem, ter um bom planejamento é fundamental, pois cada semana perdida pode comprometer os resultados lá na frente. Portanto, o pecuarista que deseja ter um pasto bem formado, ainda este ano, precisa começar agora. O primeiro passo é conhecer detalhadamente a área, avaliar o histórico produtivo, coletar amostras de solo para análise e definir as correções necessárias, como: o uso de calcário e dosagem correta de fósforo, potássio, enxofre, cálcio e magnésio. Essa etapa também envolve a negociação de insumos, aquisição de adubos e definição das práticas de preparo do solo.
A recomendação é iniciar o plantio no começo do período chuvoso, quando houver pelo menos 100 mm de chuva acumulados — geralmente a partir de novembro. ‘Quanto antes o planejamento for feito, mais rápido o retorno econômico. Reformar apenas quando a área já está degradada, com solo descoberto e tomada por invasoras, pode ser tarde demais. Não faz sentido deixar para intervir apenas em janeiro ou fevereiro. Ao antecipar o manjo, o produtor devolve mais cedo os animais à área e retoma a produção’, orienta Nascimento.
Quando o preparo é bem executado, com sementes de qualidade e plantio dentro da janela ideal, o pasto pode estar pronto para o pastejo entre 45 e 60 dias após a semeadura. ‘Se o plantio for feito em novembro, em janeiro já é possível colocar animais, garantindo dois meses de pastejo antes do fim das chuvas. Isso representa ganho direto de produtividade e retorno financeiro, pois os animais estarão ganhando peso e transformando pasto em carne ou leite’, explica.
O atraso no plantio pode custar caro. Plantar em janeiro significa ter pasto pronto apenas em março, reduzindo o tempo de aproveitamento. Considerando um lote de quatro animais por hectare, com ganho médio diário de 500 g por animal, em 60 dias o ganho total é de cerca de 120 kg de peso vivo — o equivalente a quatro arrobas. ‘Com a arroba próxima de R$ 300, isso representa mais de R$ 1.200 de ganho. É essa conta que o produtor precisa fazer’, destaca o agrônomo


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