Alcolumbre vai olhar imagens de câmeras para decidir se anula votação que quebrou sigilo bancário de Lulinha

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Ao receber nesta quinta-feira (26), na residência oficial, uma comitiva de parlamentares governistas da CPMI do INSS, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que irá analisar imagens da sessão da comissão antes de tomar alguma decisão sobre reverter a aprovação do requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

Os parlamentares ligados ao governo afirmam que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), teria fraudado a votação do requerimento, ao não fazer uma chamada nominal dos membros da comissão. Viana votou de forma simbólica o requerimento que envolve Lulinha em meio a outros 86 documentos sobre outras quebras de sigilo, convocações, convites e demais pedidos tanto do relator quanto de deputados e senadores da CPMI.

Alcolumbre prometeu aos parlamentares governistas que vai ouvir os dois lados envolvidos na discussão dos requerimentos, além de técnicos do Senado, para tomar sua decisão. Até que saia a decisão de Alcolumbre sobre anulação ou não da votação, os deputados e senadores ligados ao governo descartam judicializar a votação. (mais…)

Organizações indígenas divulgam nota de repúdio à criminalização de lideranças Pataxó no extremo sul da Bahia

Imagem Ilustrativa | Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), o Conselho de Caciques do Território Barra Velha do Monte Pascoal e o Conselho de Liderança e Caciques do Território Comexatibá divulgaram uma nota, nesta quarta-feira (25), em que denunciam a detenção arbitrária de doze indígenas do povo no extremo sul da Bahia. As organizações denunciam que os indígenas foram mantidos sob “condições desumanas” enquanto aguardavam pelas oitivas na delegacia, e que um adolescente Pataxó de 14 anos relatou ter sofrido tortura dos policiais que realizaram a operação.

As detenções ocorreram na tarde de terça-feira (24) na retomada Barra do Cahy, na Terra Indígena (TI) Comexatibá, município de Prado. Os indígenas foram conduzidos para a Delegacia Regional de Teixeira de Freitas, onde permaneciam detidos até o final da tarde desta quarta.

‘Nos últimos dois dias, pessoas ligadas ao movimento Invasão Zero realizaram manifestações e bloqueios de estradas na região, inclusive com relatos de que alguns indígenas ligados à Invasão Zero e que são de dentro da Terra Indígena estariam realizando este bloqueio no território. À noite, inclusive, mulheres que permaneceram na comunidade Barra do Cahy relataram que tiros foram disparados contra a retomada’, relatam as organizações indígenas.

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Desembargador reforma voto e condena homem por estupro de criança de 12 anos em MG após polêmicas

Imagem de succo por Pixabay

O desembargador Magid Naued Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), acolheu recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e restaurou a condenação de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.

Em decisão monocrática, o magistrado manteve a sentença de primeira instância e determinou a expedição imediata de mandado de prisão do réu. Ele também condenou e determinou a prisão da mãe da vítima.

Anteriormente, o colegiado da 9ª Câmara Criminal havia absolvido os dois réus. À época, o relator entendeu que o relacionamento entre o acusado e a menor não teria decorrido de violência, mas de um “vínculo afetivo consensual”, com anuência dos responsáveis. (mais…)

Nova Lei Antifacção amplia proteção à população nas periferias, comenta líder do PV

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (25) o Projeto de Lei Antifacção, de iniciativa do Executivo, que cria a tipificação do crime de domínio territorial e fortalece o combate ao crime organizado. Para o deputado federal Aliel Machado, líder do Partido Verde (PV), a medida representa um avanço importante para proteger a população de periferias, frequentemente submetida ao controle de facções e milícias.

Dentre as inovações, o projeto criminaliza o controle de bairros, comunidades ou conjuntos habitacionais por grupos criminosos que impedem o livre exercício das funções do Estado e restringem o direito de ir e vir. Também enquadra como crime a exploração econômica de serviços essenciais, como distribuição de gás e água, internet e TV a cabo (“gatonet”), transporte alternativo e cobrança de ‘taxas de segurança’. Segundo Aliel Machado, essas práticas oneram moradores e fortalecem financeiramente organizações criminosas.

O parlamentar apontou, porém, retrocessos em relação ao texto original, como a retirada da taxação das apostas esportivas (bets) e da destinação desses recursos à segurança pública. ‘Mesmo assim, a tipificação do domínio territorial e o conjunto de novas medidas são passos importante e um avanço ‘, afirmou. (mais…)

ARTIGO: O porquê de os produtos da China serem mais baratos que os do Brasil

Imagem de Mohamed Hassan do Pixabay

Várias empresas brasileiras estão em busca mercados externos, especialmente depois do último impasse tarifário. Contudo num cenário mais amplo e atual de sobrevivência é muito significativo considerar a invasão de produtos chineses no Brasil e a concorrência desleal que se apresenta no comércio exterior.

Quando um produto chinês é importado ele não necessariamente traz embutidas as mesmas condições de trabalho que as empresas brasileiras se ocupam no Brasil internamente. Seus funcionários em regime de CLT têm peculiaridades bastante diferentes dos assalariados do chamado ‘Império do Meio’. Numa comparação básica do trabalhador chinês com o brasileiro pode-se começar pela jornada de trabalho.

Aqui vai ser de 40 horas semanais e na China a legislação também estabelece a jornada padrão de 40 horas semanais, mas a realidade é que muitas vezes o horário dos chineses é marcado por longas jornadas de trabalho e uma cultura de horas extras, em que há o sistema ‘996’. Nesse formato, chega-se ao horário extremo das 9h às 21h, 6 dias por semana, o que somados dá 72 horas/semana. (mais…)

Mercado Internacional: Como marcas brasileiras se preparam para competir globalmente

Image by StockSnap from Pixabay

O crescimento da presença de empresas brasileiras no exterior sinaliza uma mudança estrutural no ambiente de negócios e na estratégia de internacionalização das empresas nacionais. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), 71 redes brasileiras já operam fora do País, somando 3.320 unidades internacionais, consolidando o franchising como um dos principais motores desse crescimento. Mais do que ampliar fronteiras, as marcas estão identificando diferentes perfis de consumidores e adaptando seus modelos a realidades culturais e econômicas distintas. A expansão internacional deixa de ser oportunidade pontual e passa a representar uma etapa estratégica de posicionamento e maturidade competitiva. Presente em 14 países, como EUA, França, Espanha, Argentina e Emirados Árabes, a CleanNew acaba de chegar ao México exemplificando o avanço das franquias brasileiras em outros territórios.

As redes brasileiras estão ganhando espaço no exterior com modelos flexíveis, como o home based, que demandam menor investimento e se adaptam com agilidade às particularidades locais. Nesse cenário, a CleanNew se estruturou um modelo padronizado, tecnológico e escalável, consolidando sua presença em 14 países. “Competir globalmente exige preparo. Antes de avançar internacionalmente, estruturamos governança, padronizamos processos, fortalecemos o treinamento da rede e validamos um modelo capaz de se adaptar a diferentes culturas e regulamentações, sem perder eficiência e padrão de qualidade já chancelados no Brasil. Nossa chegada ao México simboliza esse momento de maturidade e consolidação dessa estratégia de crescimento no exterior”, destaca o fundador e CEO da rede, Fritz Paixão.

Esse avanço acompanha uma transformação mais ampla do franchising brasileiro, que deixa de ocupar apenas a posição de receptor de marcas estrangeiras e passa a consolidar seu papel como exportador de modelos estruturados e competitivos. Sendo assim, a internacionalização deixa de ser apenas um movimento de expansão territorial e passa a integrar uma estratégia de fortalecimento institucional e diversificação econômica. ‘Investir fora tende a fortalecer a reputação das marcas, ampliar conexões com investidores estrangeiros e elevar a percepção de qualidade também no mercado de origem. Além disso, a presença em diferentes economias contribui para diluir riscos e sustentar o crescimento em ambientes com maior estabilidade cambial’, ressalta o executivo.

Jullia Nascimento/ CleanNew