ARTIGO: A aprovação da lei da misoginia e o risco à liberdade de expressão

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Por Lucas Berlanza, jornalista.

O texto vago do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia foi aprovado no Senado sem oposição. Foram 67 votos a favor, incluindo senadores do PL e do NOVO, da direita brasileira, que acharam que precisavam fazer imagem de bons moços, cedendo a chantagens emocionais. ‘Ah, você não pode ser a favor de misoginia’; ‘ah, se for contra esse projeto, você quer matar mulheres’, ‘ah, é só não ser misógino’ – é o tipo de desculpa imbecil que os defensores de novas legislações para limitação do discurso, da liberdade de expressão, sempre suscitam. Seus chiliques procuram impor falsos remédios como se a nobreza da causa automaticamente os justificasse.

No país de Erika Hilton, em que basicamente alguém é processado e demandado a pagar R$10 milhões de multa por ‘opinar’ que mulheres têm útero; no país em que reportagem da Globo ilustra a lei dizendo que a pergunta irônica ‘tá de TPM?’ (por descortês e vulgar que possa ser) justificaria enquadramento do homem em algo que prevê reclusões de um a dois anos; é óbvio que esse tipo de artifício não protege ninguém da violência, só favorece a intimidação de desafetos e até adversários políticos ou ideológicos. Qualquer coisa pode ser considerada ‘aversão’, ‘discriminação’ ou ‘ódio’.

Tratamos com militantes para quem nascer branco ou ‘cis’ ou qualquer outra coisa semelhante já é automaticamente um atestado de ‘privilégio estrutural’ ou coisa que o valha. (mais…)

ARTIGO – O endereço também vende: como o espaço físico influencia a percepção do cliente

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Por Nikolas Matarangas, CEO da Be In.

Muito além de um local de atendimento, o espaço físico passou a exercer um papel fundamental na construção da reputação das marcas. Em um cenário cada vez mais competitivo, o endereço onde uma empresa está localizada e a forma como seu ambiente é apresentado influenciam diretamente a percepção de profissionalismo, credibilidade e valor agregado aos olhos do cliente.

De acordo com um estudo publicado pela Harvard Business Review, consumidores tendem a associar ambientes organizados, bem iluminados e visualmente agradáveis a empresas mais confiáveis e competentes. A pesquisa aponta que o espaço físico atua como um ‘sinal silencioso’ de qualidade, impactando a forma como o cliente avalia não apenas o serviço, mas também a marca como um todo.

Outro levantamento, realizado pela CBRE (uma das maiores consultorias imobiliárias do mundo), indica que mais de 70% dos clientes consideram a experiência presencial determinante para formar opinião sobre uma empresa, especialmente em segmentos como serviços financeiros, saúde, educação e corporativo. O estudo também revela que espaços planejados influenciam positivamente o tempo de permanência do cliente e a propensão à recompra. (mais…)

ARTIGO: O maior problema do Brasil não está na economia

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Por Samuel Hanan, engenheiro.

Com frequência, os governos atribuem à falta de recursos a maior dificuldade para o enfrentamento dos principais problemas do país. Trata-se, entretanto, de um sofisma. O Brasil não enfrenta questões econômicas e financeiras tão graves a ponto de frear o desenvolvimento e garantir aos cidadãos de todo o país uma vida mais digna. A economia não é o problema.

Ao contrário do que se acostumou propagar, o atual estágio do Brasil não é culpa da falta de recursos financeiros ou da economia, mas de uma série de fatores que, reunidos, formam a tempestade perfeita. O que de fato afeta o país são problemas éticos, políticos e de gestão, todos eles com reflexos negativos na saúde econômico-financeira nacional.

Mentiras, falsas narrativas, corrupção e impunidade são faces bem visíveis da degradação ética da classe política, contaminando a sociedade com a falsa sensação de que o crime compensa ou que o mais importante é se dar bem a qualquer custo. É a Lei de Gérson ainda vigorando. Os problemas políticos parecem não ter fim, alimentados pela instituição da reeleição para cargos do Executivo, em 1997 – que faz o governante se preocupar em buscar um novo mandato já no primeiro dia de sua gestão –; pela transformação dos governos de coalizão em governos de cooptação, com a prática rotineira do toma-lá-dá-cá; e pela concessão sem fim de privilégios. (mais…)

Audiência pública no Senado debate restrição de ultraprocessados em escolas

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A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal realiza, nesta terça-feira (24/3), audiência pública com o objetivo de instruir o Projeto de Lei (PL) nº 4.501/2020, que dispõe sobre a comercialização, a propaganda, a publicidade e a promoção comercial de alimentos e bebidas ultraprocessados, além do uso de frituras e gorduras trans em escolas públicas e privadas em todo o país.

A proposta busca estabelecer regras para o ambiente alimentar escolar, restringindo a oferta e a divulgação de produtos ultraprocessados e incentivando a disponibilidade de opções mais saudáveis. A iniciativa reconhece o papel das escolas como espaços estratégicos na formação de hábitos alimentares desde a infância.

A audiência contará com a participação da presidente do Conselho Federal de Nutrição (CFN), Manuela Dolinsky, que integrará a mesa de debates, ao lado de especialistas, pesquisadores e representantes de organizações nacionais e internacionais. (mais…)

Cientista descobre como diminuir o analfabetismo

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O cientista da leitura Ricardo Hecker Luz descobre um meio para diminuir o analfabetismo escolar recorrente no ensino básico. Basta um jogo lúdico numa brincadeira letrada com o amigo Ravi, de 7 anos, para entender o fracasso escolar de muitas crianças com a escrita e o alfabeto. O jogo simula o ler extralexical, isto é, fora da palavra, com as letras soltas. O amigo do pesquisador não entende nada da leitura e do ler em instante algum da brincadeira. Depois o cientista ensina a leitura da palavra antes e tudo se modifica muito rápido.

O Ravi lê tudo e consegue comutar as vogais e ler os todos letrados novos. Algo simples para o cientista, que estuda o início da leitura há mais de 20 anos, esclarece uma dúvida crucial de todos os professores alfabetizadores do Brasil. Por que umas crianças aprendem tudo em aula e outras não aprendem nada? O jogo letrado, de 2025, torna evidente a dificuldade de forjar o par falado e letrado sem o recurso do ler lexical, com a palavra e com a prosódia da língua. Sem ler a palavra, o Ravi não entende nada.

Ao ler a palavra, o Ravi, 7, entende a leitura de umas palavras e consegue transformar uma palavra em outra, trocando uma letrinha apenas. Neste instante, o cientista descobre a razão pela qual milhares de crianças fracassam na escola. Elas não entendem a leitura e não conseguem forjar um par falado e letrado com a soma das letras em sílabas [b+a], para elas, nunca vira /’ba/ falado. E a criança soma só os pares dos nomes e forma /’bê’a/ falado e nunca acessa o todo da leitura da palavra com a prosódia do português. (mais…)

Motociclista: manutenção caseira de velas pode prejudicar o consumo de combustível e colocar a segurança em risco

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A busca por manutenção de baixo custo leva muitos motociclistas a recorrer a tutoriais online para que possam realizar, de maneira autônoma, falhas no sistema de ignição e dificuldade na partida da moto. Embora vídeos e fóruns prometam soluções rápidas para problemas relacionados à dificuldade na partida ou alto consumo de combustível, a ausência de ferramentas adequadas para a identificação do problema pode transformar uma pequena economia em um prejuízo grande. Isso porque a associação entre atuação autônoma e a falta de conhecimento técnico são elementos que, quando combinados, podem provocar danos a componentes caros, como o próprio motor da motocicleta, e comprometer a segurança do condutor, alerta a Niterra, multinacional japonesa detentora das marcas NGK e NTK.

Veja os três erros mais comuns (e perigosos) encontrados como recomendação de boas práticas na internet.

1 – O perigo da centelha exposta: Um dos testes mais comuns consiste em retirar a vela de ignição, encostá-la no cabeçote e acionar a partida para observar a faísca. A prática, de acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra, é altamente desaconselhável. ‘A cor da centelha é um indicador preciso, ela indica a energia da centelha, porém é preciso conhecer qual a coloração normal para o sistema de ignição da motocicleta em questão. Outro problema é que falhas no centelhamento provocadas por falta de aterramento, podem gerar danos ao CDI e bobina de ignição e o combustível não queimado irá contaminar o óleo lubrificante do motor e pode comprometer o catalisador da motocicleta’, explica.

2- Limpeza com escova de aço: Remover a carbonização com escovas de aço não prolonga a vida útil da vela. O atrito do metal da escova deixa resíduos microscópicos no isolador cerâmico da vela, o que reduz a capacidade de isolação da parte cerâmica da vela. Além de aumentar o desgaste dos eletrodos da vela pelo atrito dos eletrodos com o metal da escova. Outro problema que provocamos é a remoção do banho de proteção que é aplicado ao castelo metálico da vela (parte metálica onde temos a rosca), a falta de proteção permite a oxidação do metal podendo provocar danos a rosca do cabeçote (parte superior) do motor. A recomendação da Niterra é abolir o hábito da limpeza abrasiva, preferindo a substituição preventiva da peça. A grande maioria das motocicletas vendidas no Brasil são monocilíndricas (possui somente um pistão) desta forma a substituição de uma vela de ignição, possui um custo muito baixo. (mais…)