Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam que 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar. Embora possa parecer uma solução rápida para dores, febre e outros sintomas, a prática pode causar efeitos adversos, intoxicações, interações medicamentosas e mascarar doenças.
Segundo o clínico geral Arilton Fontenele Lima, da Hapvida, o uso de medicamentos sem orientação pode transmitir uma falsa sensação de segurança.
“Uma dose inadequada, o uso por tempo prolongado ou a combinação com outros remédios pode causar efeitos adversos e até intoxicações”, alerta.
Outro risco é o desaparecimento temporário de sintomas sem que a causa seja tratada. Dores recorrentes, febre persistente e outros desconfortos precisam ser investigados quando não melhoram ou voltam com frequência.
A atenção deve ser redobrada por idosos e pessoas que utilizam medicamentos continuamente, devido ao risco de interações. O especialista também recomenda evitar medicamentos indicados por amigos, familiares ou encontrados nas redes sociais.
Febre prolongada, dor intensa ou recorrente, falta de ar, desmaios e alterações importantes no estado geral são sinais que exigem avaliação profissional.
“Buscar orientação profissional é sempre a maneira mais segura de cuidar da saúde”, conclui o médico.
Com informações de Ana Paula Marques
Texto adaptado por Hélio Alves / Tribuna do Recôncavo


























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