Por Sérgio Câmara – cardiologista intervencionista.
Nas mulheres, com bastante frequência, o infarto agudo do miocárdio está associado à pressão psicológica e desequilíbrios na saúde mental e emocional. Por viverem dupla ou tripla jornada, se dividirem entre o trabalho, cuidado com os filhos e afazeres domésticos, além de serem muito cobradas – por si mesmas e pelos outros – as mulheres apresentam maior tendência ao estresse que, associado à falta de atividade física, má alimentação, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, acaba criando um cenário favorável ao surgimento da doença. Para reduzir o número de ataques cardíacos e sua mortalidade no sexo feminino, além da adoção de ações preventivas, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos após a ocorrência, é fundamental.
O infarto ocorre geralmente quando o coração tem seu suprimento sanguíneo bloqueado por uma placa de gordura e/ou coágulo que interrompe o fluxo de sangue pelas artérias coronárias (artérias que irrigam o coração) por um determinado período. Os principais fatores de risco são hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso. Pessoas diabéticas e hipertensas têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. Além do infarto, esse conjunto de fatores de risco pode provocar Acidente Vascular Cerebral (AVC), o famoso “derrame”.
De acordo com o cardiologista intervencionista Sérgio Câmara, os sintomas do infarto do miocárdio, comumente conhecido como ataque cardíaco, podem diferir entre homens e mulheres. Embora a dor ou desconforto no peito seja o sintoma mais comum em ambos os sexos, as mulheres são mais propensas do que os homens a apresentar sintomas atípicos ou nenhum sintoma. Alguns dos sintomas que as mulheres podem experimentar durante um ataque cardíaco incluem: dor ou desconforto no pescoço, mandíbula, ombro, parte superior das costas ou área abdominal; falta de ar; náusea ou vômito; tontura ou atordoamento; fadiga inexplicável; suor frio ou pele úmida e pegajosa.
Esses sintomas podem ser menos intensos ou repentinos do que a típica e esmagadora dor no peito que os homens costumam sentir durante um ataque cardíaco. “Como resultado, as mulheres podem atrasar a busca por atendimento médico, o que pode levar a resultados piores”, frisou o especialista. Nem todas as mulheres apresentam sintomas atípicos e algumas ainda podem sentir dor ou desconforto no peito mais típico. Os homens também podem apresentar sintomas atípicos, mas são menos comuns do que nas mulheres. “Como a dor muitas vezes pode ser atípica, o diagnóstico pode ser dificultado na medida em que muitas mulheres não procuram um pronto-socorro ou cardiologista e, por isso, não são tratadas corretamente”, completou o especialista em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.
A doença cardiovascular é a maior causa de mortes no Brasil e afeta cerca de 400 mil pessoas por ano no país. Cerca de 30% das mulheres brasileiras morrem pela doença, mais fatal do que o câncer de mama e o de útero. A tendência é mundial, já que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as cardiopatias respondem por um terço das mortes de mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil por dia.
Segundo Sérgio Câmara, a doença cardiovascular se desenvolve mais cedo nos homens, porém as mulheres são mais propensas a morrer da doença. “Isso ocorre em parte porque as mulheres tendem a ter sintomas mais graves e são mais propensas a ter um ataque cardíaco ou derrame do que os homens. Além disso, as mulheres geralmente são subdiagnosticadas e subtratadas para a doença cardiovascular, o que pode contribuir para taxas de mortalidade mais altas”, declarou.
Boa parte das mulheres não abre mão de ir ao ginecologista todo ano e de fazer o papanicolau e a mamografia, mas se esquece de ir ao cardiologista e de fazer uma avaliação do sistema cardiovascular. “O maior problema dessa atitude é que o infarto em mulheres geralmente é mais grave e a mortalidade pela doença é maior do que nos homens”, pontuou Sérgio Câmara. Ainda segundo o especialista, que atua nos hospitais da Rede D’or em Salvador/Lauro de Freitas e no Hospital da Bahia/DASA, a sobrevida média depois do infarto é de 8,2 anos para homens e apenas 5,5 anos para mulheres.
O infarto é uma emergência que exige cuidados médicos imediatos. Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa. O tratamento, geralmente, é minimamente invasivo com angioplastia para implante de stent ou, em alguns poucos casos, cirúrgico e/ou medicamentoso, com uso de antiagregantes plaquetários. A prevenção inclui a prática regular de atividades físicas, alimentação adequada, não consumo de álcool, cessação do tabagismo e controle do estresse e das doenças prévias, principalmente hipertensão e diabetes, entre outros hábitos inerentes a um estilo de vida saudável.
Cinthya Brandão


Foto: Divulgação


Imagem de Bruno /Germany por Pixabay 
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Image by Free stock photos from www.rupixen.com from Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Fran Barreto do Pixabay
Imagem Ilustrativa de Sebastian Ganso por Pixabay
Imagem de
Imagem de MasterTux do Pixabay
Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de Mohamed Hassan do Pixabay
Imagem de Patou Ricard por Pixabay
Imagem de Евгения de Pixabay
Foto: Cláudio Lima/ Ascom Câmara SAJ
Foto: Fábio Pozzebom/ Agência Brasil
Imagem ilustrativa de Ronald Plett por Pixabay
Imagem de:
Foto: Jhonatan Sena
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay
Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo.
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Alberto Coutinho/ GOV-BA
Imagem de Luk Luk do Pixabay
Arquivo Pessoal
Image by Steve Buissinne from Pixabay
Foto Tatiana Azeviche Ascom SeturBA
Imagem de Roman Grac por Pixabay
Arquivo Pessoal
Video
Imagem Ilustrativa | Arquivo: Tribuna do Recôncavo
Image by LEANDRO AGUILAR from Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Maria das Neves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Cláudio Lima/ Ascom Câmara SAJ
Foto: André Fofano
Imagem ilustrativa de Wokandapix por Pixabay
Imagem ilustrativa de jessicauchoas por Pixabay
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Imagem ilustrativa de Free-Photos por Pixabay
Na foto, Bianca Reis | Crédito: Luciana Bahia
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Reprodução: Youtube @paroquiasajesus
Imagem de Radoan Tanvir do Pixabay
Foto: Suâmi Dias
Imagem por Pexels da Pixabay
Imagem ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de StockSnap por Pixabay
Foto: André Frutuôso
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Amanda Ercília GOVBA
Foto: Cleomário Alves/SJDHBA
Imagem Ilustrativa | Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Mateus Pereira GOVBA
Ilustrativa | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Imagem de
Foto: Reprodução / Achei Sudoeste / Redes Sociais
Imagem de succo por Pixabay
Foto: Adriana Ituassu/Ascom SPM
Foto: Eduardo Andrade AscomSDE
Foto: Vagner Ramos/ SEI
Imagem de Firmbee por Pixabay
Video
Imagem de Luis Wilker WilkerNet por Pixabay
Image by PublicDomainPictures from Pixabay
Imagem Ilustrativa de Emilian Danaila por Pixabay
Imagem de Pexels por Pixabay
Imagem de StockSnap por Pixabay
Foto: Luciano Almeida
Imagem do meu m por Pixabay
Image by 3D Animation Production Company from Pixabay
Foto: Douglas Amaral
Foto: Uanderson Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Tiago Queiroz Ascom SeturBA
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Video
Imagem de juanjo tugores por Pixabay
Reprodução/Video
Imagem Ilustrativa de Robert Cheaib por Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Douglas Amaral
Image by Wokandapix from Pixabay
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
Foto: Tony Winston/ Agência Brasília
Foto: Jack Peixoto
Imagem por Karolina Grabowska de Pixabay
Foto: Giulia Guimarães/AscomSDE
Imagem Ilustrativa de StockSnap de Pixabay
Foto: Ailton Gonçalves
Foto: André Frutuôso - Ascom/CAR
Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo
FOTO - ÍTALO OLIVEIRA-SDR