Alterações na tireoide podem impactar diretamente a fertilidade feminina e comprometer o desenvolvimento saudável da gestação. Dados da American Society for Reproductive Medicine (ASRM) apontam que entre 4% e 8,5% das mulheres apresentam disfunções na glândula sem sintomas aparentes. Os hormônios produzidos pela tireoide influenciam o metabolismo e desempenham papel importante no funcionamento do sistema reprodutivo.
Segundo a especialista em Ginecologia e Obstetrícia e médica do IVI Salvador, Andreia Garcia, alterações hormonais podem provocar ciclos menstruais irregulares, ausência de ovulação e dificuldades para engravidar. O hipotireoidismo e o hipertireoidismo também aumentam os riscos de complicações durante a gravidez, como aborto espontâneo, parto prematuro, anemia gestacional e pré-eclâmpsia.
A avaliação da função tireoidiana é indicada especialmente para mulheres que enfrentam dificuldades para engravidar, possuem histórico de abortos recorrentes ou pretendem iniciar tratamentos de reprodução assistida. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado ajudam a equilibrar os níveis hormonais e aumentam as chances de uma gestação saudável.
Com informações do IVI – Adaptado pelo Tribuna do Recôncavo.












Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil





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