Um iceberg de 315 bilhões de toneladas, com área de 1,636 km², se desprendeu da terceira maior plataforma de gelo da Antártida. Batizado de D28, o bloco é maior que a cidade de São Paulo, sendo o mais extenso iceberg já produzido pela plataforma Amery em mais de 50 anos.
O D28 será monitorado e rastreado 24 horas já que pode se tornar um risco para o transporte marítimo no futuro. Outro segmento, batizado pelos cientistas de “Dente Mole”, porém, continua preso à gigantesca plataforma de gelo. Dados de satélite capturados desde a década de 1990 mostraram que a Amery está em equilíbrio com o ambiente, apesar de sofrer forte derretimento da superfície durante o verão.
“Embora haja muito com o que se preocupar na Antártida, ainda não há motivo de alarde em relação a essa plataforma de gelo em particular”, disse a professora Helen Fricker, da Scripps Institution of Oceanography. Ela enfatizou que não havia ligação entre este evento e as mudanças climáticas.
A Divisão Australiana da Antártida, no entanto, vai observar a Amery de perto para ver como ela reage. Para os cientistas australianos, é possível que a perda de um iceberg tão grande mude o equilíbrio na plataforma de gelo, influenciando o comportamento das rachaduras e até a estabilidade do Dente Mole. Agora, as correntes e ventos costeiros levarão o D28 para o oeste. É provável que demore vários anos para que se desmanche e derreta completamente.
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