Governo publica novas regras sobre saneamento e revoga dois decretos após acordo

Imagem de musiking por Pixabay

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta quinta-feira, dia 13, dois decretos com novas regras que alteram o marco do saneamento. Com a mudança, os decretos 11.466 e 11.467 foram revogados.

Os decretos revogados foram originalmente publicados em abril, mas se tornaram alvo de um projeto na Câmara dos Deputados que anulava trechos da publicação, o que foi considerada a maior derrota para o governo até o momento. O Congresso Nacional reclamava de dois pontos: um flexibilizava os critérios para que empresas de saneamento básico demonstrassem capacidade financeira para assumir contratos.

Já o outro permitia que empresas públicas assumissem contratos sem licitação em regiões metropolitanas, aglomeração urbana ou microrregião. O projeto para anular os trechos chegou ao Senado, mas foi retirado de pauta pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD), após uma negociação com o governo. Com isso, o presidente Lula resolveu revogar as normas. A reedição das normas já havia sido anunciada pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

Metro1

Lula defende destinação de imóveis abandonados da União para sem-tetos

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Ao citar a falta de habitação no Brasil que chega perto das 6 milhões de unidades, segundo o levantamento da Fundação João Pinheiro, presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os imóveis da União, sem uso, sejam destinados a programas de habitação popular.

“Prédios abandonados, terrenos da União… Nós vamos ter que transformar isso em coisas habitacionais. A quantidade de terreno abandonado nas grandes regiões, a quantidade de prédio da União. Só o INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] tem 3 mil casas, terrenos e prédios. Por que a gente não distribui isso pro povo em vez de levar o povo pra morar a 20 km do centro da cidade, leva o povo para onde já tem asfalto, escola, energia elétrica, linha de ônibus”.

A declaração foi nesta quinta-feira, dia 13, quando Lula sancionou a lei do novo Minha Casa Minha Vida com vetos. Agora o programa aumentou a faixa de renda das famílias beneficiárias da faixa 3, chegando a R$ 8 mil reais na renda mensal média na área urbana. Neste caso podem ser financiados imóveis de até R$ 350 mil reais. Um dos pontos vetados pelo presidente Lula foi a obrigatoriedade para que as distribuidoras comprem o excedente de energia gerado por painéis solares no programa.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Agência Brasil

Em cúpula da Otan, Biden se confunde e chama Zelensky de Vladimir

Foto: Alan Santos/ PR

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confundiu os nomes dos chefes de Estado da Rússia e da Ucrânia, durante discurso que realizou na cúpula da Otan. Ao tentar se referir ao mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, o democrata se confundiu e o chamou de Vladimir, nome do presidente da Rússia.

“Vladimir e eu”, iniciou Biden, que logo percebeu o erro e corrigiu a fala. “Senhor Zelensky e eu conversamos sobre o tipo de garantias que poderíamos oferecer enquanto eu estava na Ucrânia e quando nos encontramos em outros lugares”, continuou o norte-americano.

A confusão de Biden ocorreu nesta quarta-feira, dia 12, no mesmo dia em que o G7, grupo formado por Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido, anunciou medidas de longo prazo organizadas com o intuito de auxiliar a Ucrânia no processo de reconstrução econômica e estrutural do país.

Metro1

Minha Casa, Minha Vida é reparação histórica com o povo, diz Lula

Imagem Ilustrativa | Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira, dia 13, o projeto de lei que cria o novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Entre as novidades estão a ampliação do acesso de faixas de renda; a redução de taxas; e o aumento do subsídio para aquisição de imóveis.

Durante a cerimônia de lançamento da nova edição do programa, Lula lembrou que o déficit habitacional é um problema histórico e crônico no Brasil. “Em 1974, na primeira campanha vitoriosa do PMDB, foi dito que o Brasil tinha um déficit habitacional de 7 milhões de casas. Isso foi há 48 anos. Hoje eu vejo as pessoas falarem que temos um déficit ainda de 6 a 7 milhões de casas, mesmo com o programa MCMV fazendo 6 milhões de casas nesses últimos anos”, disse o presidente.  “Isso demonstra a necessidade do Estado se sentir obrigado a fazer essa reparação”, acrescentou.

As novas regras já estavam em vigor desde o último dia 7, por conta da MP 1.162/23, aprovada em fevereiro pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, até o início de julho 10.094 unidades já haviam sido entregues em 14 estados. O investimento, até então, já estava em R$ 1,17 bilhão. (mais…)

Alckmin diz que aprovação da reforma tributária foi sem toma lá, dá cá

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira, dia 12, que a reforma tributária aprovada pela Câmara dos Deputados não é perfeita “mas é 95% avanço”. Ele admitiu que a proposta poderá passar por reparos no Senado, de forma a dar mais segurança jurídica para os investimentos.

Durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Alckmin elogiou a forma como a matéria foi aprovada, “sem toma lá, dá cá”, pela Casa.

“O projeto aprovado na Câmara foi um bom projeto. Aliás, a Câmara Federal está de parabéns, porque foi sem toma lá, dá cá. Isso é uma prova de maturidade e prova de interesse público. Ela [reforma tributária] não é perfeita, mas é 95% avanço”, disse. (mais…)

Senado aprova programa para expandir escolas em tempo integral

Foto: Roque de Sá/ Agência Senado

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, dia 11, o projeto de lei (PL) que cria o programa Escola em Tempo Integral. O texto do PL 2.617/2023 permite à União financiar a abertura de matrículas em período integral nas escolas de educação básica, por meio de transferências para estados e municípios. O programa foi uma iniciativa do governo federal e, agora, vai à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para entrar em vigor. Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o programa é um mecanismo federal de fomento à expansão das matrículas de educação básica em tempo integral nas redes estaduais e municipais.

A adesão ao programa é opcional, mas a meta inicial é criar 1 milhão de novas matrículas em tempo integral nos próximos anos. O governo federal estima que serão disponibilizados cerca de R$ 4 bilhões para aumentar a oferta de educação em tempo integral, permitindo que estados e municípios possam expandir as matrículas em suas redes. Até 2026, segundo o MEC, a meta é chegar a 3,2 milhões de matrículas. Pelas regras estabelecidas no projeto, serão consideradas matrículas em tempo integral aquelas em que o estudante permanece na escola ou em atividades escolares por tempo igual ou superior a 7 horas diárias ou a 35 horas semanais em dois turnos.

Apenas as matrículas criadas ou convertidas em tempo integral a partir de 1º de janeiro de 2023 poderão ser contadas para fins de participação no programa. O projeto determina que as matrículas pactuadas no âmbito do programa sejam registradas no Censo Escolar, que será uma das principais referências para a prestação de contas. Além do fomento, o texto prevê assistência técnica e financeira do governo federal às redes de ensino para induzir a criação de novas matrículas em tempo integral, da educação infantil ao ensino médio, bem como a conversão de matrículas em tempo parcial para tempo integral.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Fonte: Agência Brasil com informações de Agência Senado