TCU conclui auditoria e reafirma segurança do processo eleitoral

Foto: Fábio Pozzebom/ Agência Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu na semana passada as últimas etapas da auditoria que conduziu sobre as Eleições Gerais de 2022 e voltou a afirmar a segurança das urnas eletrônicas e de todo o processo eleitoral.  Ao todo, foram realizadas cinco fases de auditoria do processo eleitoral. 

O TCU já havia atestado a segurança das urnas em ocasiões anteriores, como após o segundo turno de votação, em novembro. Nas fases mais recentes, o TCU avaliou aspectos sobre Segurança da Informação, debruçando-se sobre processos, procedimentos e sistemas da Justiça Eleitoral. A conclusão foi de que o “TSE está aderente às boas práticas internacionais”.

“Desde o início, quando da fase de preparação e testes dos equipamentos e softwares até a computação dos resultados da votação, o acompanhamento realizado pela auditoria não detectou achados de auditoria relevantes que pudessem macular a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil”, diz o relatório do TCU.  (mais…)

Decisões monocráticas são “imperativo”, diz Barroso em balanço de 2023

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que as decisões monocráticas (individuais) são um “imperativo da realidade” para que a Corte tenha um funcionamento regular.

Barroso frisou que, diante das diversas competências do Supremo, “seria simplesmente inviável que todas as decisões monocráticas viessem a plenário, não tem como funcionar, seria materialmente impossível”.

A declaração foi dada em meio ao balanço de fim de ano no Supremo, durante a última sessão plenária do ano, em que tradicionalmente se encerram os trabalhos regulares e que marca o início do plantão durante o recesso judicial. (mais…)

Alexandre de Moraes manda soltar 46 presos do 8 de janeiro

Foto: Jaédson Alves/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenou a soltura de mais de 46 presos que participaram dos atos extremistas que atacaram as sedes dos três Poderes em Brasília no dia 8 de janeiro. Os denunciados tiveram as prisões preventivas revogadas, foram colocados em liberdade provisória e com tornozeleira eletrônica.

Outros 66 tiveram a liberdade provisória negada, 33 destes foram denunciados por envolvimento direto na depredação das construções públicas, oito já foram condenados e dois foram transferidos para um hospital psiquiátrico. 25 denunciados continuam presos a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O magistrado ainda validou os primeiros 38 acordos de não persecução penal realizados entre os acusados do 8 de janeiro e a Procuradoria-Geral da República. Os réus admitiram sua participação nos delitos e agora devem seguir uma série de condições, como serviços comunitários, o pagamento de multas e a participação em um curso sobre democracia.

Metro1

Ao tomar posse, Gonet diz que MP é técnico e não busca holofotes

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Ao tomar posse nesta segunda-feira, dia 18, o novo procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que a atuação do Ministério Público é técnica e não busca holofotes. Ele exaltou a harmonia entre poderes e o respeito à dignidade humana e às garantias individuais.

“No nosso agir técnico, não buscamos palco nem holofotes, mas com destemor havemos de ser fiéis e completos no que nos delegaram os constituintes”, disse Gonet, referindo-se às regras da Constituição que disciplinam a atuação do MP.

Segundo Gonet, a instituição vive “momento crucial” na história, sendo “corresponsável pela preservação da democracia” e do equilíbrio republicano. Gonet frisou que não cabe ao MP formular políticas públicas, mas garantir o adequado funcionamento de políticas aprovadas por representantes eleitos. (mais…)

Justiça nega pedido para anular acordo da Braskem com prefeitura de Maceió

Crédito: Thiago Sampaio/ Fotos Públicas

A Justiça Federal em Maceió rejeitou nesta sexta-feira, dia 15, o pedido do governo de Alagoas para revisar o acordo de indenização avaliado em R$ 1,7 bilhão entre a mineradora Braskem e a prefeitura da capital em função dos prejuízos causados à população pela extração de sal-gema.

O acordo foi assinado em julho deste ano e foi contestado pelo governo de estado após o aumento do risco de colapso mina n° 18, operada pela mineradora, hoje desativada. De acordo com os argumentos apresentados à Justiça pelo governo estadual, o acordo não contemplou as pessoas afetadas pela mineração, além de não garantir o pagamento de auxílio para pescadores e marisqueiros e a indenização a outros municípios da região metropolitana da capital.

Segundo a Prefeitura de Maceió, o juiz federal André Luís Maia Tobias Granja rejeitou o pedido de suspensão do acordo por motivos processuais, argumentando que a procuradoria estadual não tem legitimidade legal para tentar anular o acordo. No domingo, dia 10, parte da mina da Braskem afundou, e o solo da região foi inundado pelas águas da Lagoa Mundaú, no bairro Mutange. A localidade está desocupada e não houve risco para a população.

Fonte: Bnews

Ministério Público pede cassação de Moro por abuso de poder econômico

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

A Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) pediu, na noite dessa quinta-feira, dia 14, a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR) por abuso de poder econômico na pré-campanha de 2022. O órgão também pede que o ex-juiz seja declarado inelegível.

Moro responde a duas ações que são julgadas em conjunto no TRE-PR, uma aberta pelo PL e outra pela federação PT/PV/PCdoB. O partidos alegam que Moro fez gastos excessivos antes de oficializar sua candidatura ao Senado, quando ainda pretendia se candidatar à Presidência da República, desequilibrando a disputa.

Em parecer de 79 páginas protocolado no fim da noite, os procuradores regionais eleitorais Marcelo Godoy e Eloisa Helena Machado escreveram que “a lisura e a legitimidade do pleito foram inegavelmente comprometidas pelo emprego excessivo de recursos financeiros no período que antecedeu o de campanha eleitoral”. (mais…)