Balança comercial tem melhor saldo de agosto da história

Imagem ilustrativa | Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Beneficiada pela safra de diversos grãos e pela valorização de minérios, a balança comercial registrou o melhor saldo da história para meses de agosto, desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, o país exportou US$ 7,665 bilhões a mais do que importou. O saldo é 31,7% maior que em agosto de 2020. No último mês, as exportações somaram US$ 27,212 bilhões, alta de 49,2% sobre agosto de 2020 pelo critério da média diária.

As exportações bateram recorde histórico para todos os meses desde o início da série histórica, em 1989. As importações totalizaram US$ 19,547 bilhões, alta de 34,4% na mesma comparação. Além da alta no preço das commodities, as exportações também subiram por causa da base de comparação. Em agosto de 2020, no início da pandemia de covid-19, as exportações tinham caído por causa das medidas de restrição social.

O volume de mercadorias embarcadas, segundo o Ministério da Economia, aumentou 8,7%, enquanto os preços subiram, em média, 41,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o resultado de agosto, a balança comercial acumula superávit de US$ 52,033 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O resultado é 45,7% maior que o dos mesmos meses de 2020 e também é o maior da série histórica para o período.

Agência Brasil

PIB fica estável no segundo trimestre deste ano

Foto: Antonio José/ Agencia Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – ficou estável no segundo trimestre de 2021, na comparação com o primeiro trimestre do ano. Houve variação negativa de 0,1%, o que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera como estabilidade. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta quarta-feira, dia 1, pelo IBGE.

Segundo o instituto, a estabilidade ocorre depois de três trimestres seguidos de crescimento da economia do país e o PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia de covid-19. Mas ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 2,1 trilhões.

“Com esse resultado, a economia brasileira avançou 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%”, informou o IBGE.

Agência Brasil

Governo anuncia nova bandeira tarifária que eleva conta de luz em 50%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira, dia 31, a criação da “bandeira de escassez hídrica”. O novo valor será de R$ 14,20/100 kWh, o que representa um aumento de 49,63%, ante os R$ 9,49 a cada kWh que é cobrado pela bandeira vermelha patamar 2. A vigência já começa a partir desta quarta-feira, dia 01, e duração até 30 de abril de 2022.

Para os consumidores, o aumento na conta de luz será de 6,78%. Este é o segundo reajuste anunciado neste ano. De janeiro a abril, vigorou a bandeira amarela no país, com custo de R$ 1,343 para cada 100 kWh. Em maio, entretanto, o cenário começou a mudar e passou a valer a bandeira vermelha patamar 1, com custo de R$ 4,169 para cada 100 kWh.

Em junho, com a piora da situação hídrica no país, obrigou que fosse acionada a bandeira vermelha patamar 2, ao custo de R$ 6,243 para cada 100 kWh. Às 20h30 de hoje, o ministro de Estado de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fará um pronunciamento sobre o assunto em rede nacional de rádio e televisão, onde deve falar sobre o novo aumento e promover campanha de incentivo à redução do consumo de energia.

Bahia.Ba

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.169 em 2022

Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil

A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado nesta terça-feira, dia 31, ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169, R$ 22 mais alto que o valor de R$ 1.147 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.

Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano. O projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 2,5% para 2,51% em 2022.

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, foi mantida em 3,5% para o próximo ano. Outros parâmetros foram revisados. Por causa das altas recentes da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2022 em 6,63% ao ano, contra projeção de 4,74% ao ano que constava na LDO. A previsão para o dólar médio foi mantida em R$ 5,15.

Agência Brasil

Contas do governo têm déficit de R$ 19,8 bilhões em julho, diz Tesouro Nacional

Imagem de João Geraldo Borges Júnior por Pixabay

A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira, dia 30, que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 19,8 bilhões em julho. O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam as receitas com tributos e impostos.

Ficam de fora desta conta as despesas com o pagamento de juros da dívida pública. O resultado de julho deste ano é o terceiro pior para esse mês na série histórica, só perdendo para o registrado em 2020 (R$ 87,9 bilhões) e em 2017 (R$ 20,1 bilhões).

Segundo o Tesouro, a melhora do resultado de julho deste ano na comparação com o mês de 2020 decorre de um aumento real em 41,4% (+R$ 40,8 bilhões) da receita e de uma queda real de 18,1% (-R$ 35,2 bilhões) das despesas totais.

Metro1

Sistemas do Banco do Brasil ficam fora do ar nesta sexta

Banco do Brasil de Saj | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Cerca de 54 milhões de clientes do Banco do Brasil (BB) enfrentaram dificuldades para acessar suas contas e realizar transações bancárias pela internet na tarde e noite desta sexta-feira, dia 27. O BB confirmou a inconsistência em seus sistemas. Ainda segundo a empresa, não trata-se de ataque hacker.

De acordo com a plataforma DownDetector, que monitora quedas de serviços online em tempo real, os problemas com o BB começaram a ser reportados por volta das 14h40 e atingiram mais de 3 mil reclamações. A maioria das reclamações são de dificuldade de acesso à conta, com 39% de notificações, seguida por inconsistência no site do banco (38%) e pelas operações por celular (22%).

Relatos nas redes sociais mostram que os correntistas não conseguiram entrar no aplicativo nem no site. Além disso, pagamentos com cartões de crédito e de débito foram paralisados. Clientes também relataram dificuldades em sacar dinheiro em caixas eletrônicos e até em fazer operações nas agências. As linhas telefônicas das centrais de atendimento ficaram congestionadas. Até as 20 horas clientes relatavam dificuldade para acessar o aplicativo do banco.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Agência Brasil