ARTIGO: O direito à saúde: entre a inovação e a regulação da polilaminina

Imagem ilustrativa | Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil

Veicularam-se, recentemente, reportagens acerca de uma nova substância, ainda em fase de testes, que poderia ser utilizada na tentativa de reverter paralisia decorrente de lesão medular.

Trata-se da polilaminina, versão derivada da laminina, desenvolvida em pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atualmente patrocinada para ensaios clínicos. O desenvolvimento dessa substância recoloca no centro do debate um tema do direito sanitário: quando a esperança terapêutica produz deveres jurídicos de cobertura antes da consolidação científica. O caso é emblemático pois o noticiário destaca tratar-se de tecnologia investigacional, em fases iniciais de testes em humanos, voltada a lesões agudas graves da medula espinhal.

Do ponto de vista regulatório, o ponto de inflexão é a passagem do campo experimental para o de pesquisa clínica autorizada. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou estudo de fase 1 para avaliar a segurança da polilaminina em cinco pacientes com lesões torácicas completas. O Ministério da Saúde sinalizou interesse institucional em tecnologias inovadoras para o SUS. Esses movimentos não significam registro ou incorporação automática, mas elevam o patamar de seriedade do tratamento perante o Judiciário, pois indicam governança de risco e vigilância de eventos adversos. (mais…)

ARTIGO: Quais os riscos do uso de redes sociais na infância?

Imagem de Photo Mix por Pixabay

Por Suellen Martins, psicóloga.

O uso de redes sociais por crianças e adolescentes se tornou um tema de preocupação crescente devido ao acesso cada vez maior – e mais cedo – desse público à essas plataformas. Embora as redes sociais possam oferecer caminhos para o aprendizado e a conexão, a vulnerabilidade do cérebro em fase de formação expõe os jovens a uma série de riscos digitais, desde o aliciamento até impactos severos na saúde mental.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, 83% dos adolescentes e crianças que utilizam a internet no Brasil possuem contas em redes sociais, evidenciando o uso em massa pelo público infanto-juvenil.

Suellen Martins, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, reforça que a busca por equilíbrio é essencial. ‘O cérebro infantil ainda está em pleno desenvolvimento. Essa imaturidade cognitiva faz com que os pequenos sejam mais suscetíveis a estímulos viciantes e menos capazes de discernir os perigos implícitos no ambiente online’, explica. (mais…)

ARTIGO: Por que algumas pessoas têm dente do siso, mas outras nunca desenvolvem?

Imagem de Gerd Altmann do Pixabay

Você tem ou já sofreu com dente do siso? Ou faz parte do time que nunca nem viu sinal deles? Essa dúvida é mais comum do que parece. De acordo com estudos publicados na Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 20% a 25% das pessoas não desenvolvem um ou mais sisos, reforçando que essa ausência é uma variação natural e relativamente frequente.

Mas o que explica essa diferença? Segundo Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin, ‘os dentes do siso são os últimos a nascer, geralmente na fase adulta, e por isso dependem de espaço na arcada para aparecer. O problema é que, hoje, a maioria das pessoas simplesmente não tem mais esse espaço, o que faz com que eles não nasçam ou nem cheguem a se desenvolver’, explica.

Os sisos, também chamados de terceiros molares, surgem, na maioria dos casos, entre os 17 e 25 anos, fase em que a arcada dentária já está completamente formada. E é aí que começam os problemas. Como são os ‘últimos da fila’, muitas vezes não encontram espaço suficiente para nascer corretamente. Quando isso acontece, podem crescer inclinados, parcialmente ou até ficar totalmente presos dentro do osso, o que aumenta o risco de dor, inflamação e infecções. (mais…)

ARTIGO: A prática de exercícios físicos orientada pode controlar o diabetes?

Editado | Crédito: José Cruz/ Agência Brasil

Por Rairtoni Pereira – Personal Trainer.

Muita gente pode não saber, mas fazer exercícios físicos com frequência é quase tão importante quanto tomar remédios para tratar algumas doenças, como, por exemplo, a diabete, especialmente a tipo 2. O treino orientado ajuda bastante a controlar esta doença porque melhora a sensibilidade à insulina, reduz a glicemia e contribui ainda para a saúde cardiovascular.

É importante destacar também que o treinamento pode reduzir as dosagens, mas não substitui medicamentos, nem acompanhamento médico. Nunca, portanto, comece um programa de exercícios sem antes consultar seu médico para uma avaliação cardiovascular e também conversar com um profissional de Educação Física para planejar a intensidade ideal para o seu caso.

A primeira grande contribuição do treino assistido é sua relação direta com sensibilidade à insulina porque o organismo começa a usar a glicose de maneira mais eficaz, diminuindo os níveis de açúcar no sangue. Além disso, melhora a captação de glicose, porque durante a atividade física, os músculos chegam a absorver até 10 vezes mais glicose, mesmo na ausência da insulina. (mais…)

NEGÓCIOS: Como sustentar o crescimento da empresa sem perder coerência

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Por Julio Cesar Freitas, professor de gestão estratégia do design.

Sustentar o crescimento de uma empresa é o desafio que surge quando os resultados já são visíveis e a expansão se torna realidade. Nesse estágio do negócio, a prioridade não está mais em avançar, mas em preservar a coerência entre estratégia, estrutura de decisão e prática cotidiana. Muitas organizações descobrem, tardiamente, que crescer é apenas parte da equação. Crescimento em bases sólidas exige outros ingredientes.

Com o acúmulo de novas demandas, operações e decisões, a tensão entre expansão e sustentação estrutural cresce, recolocando em cena um paradoxo observado em outros contextos: os mesmos movimentos que impulsionam resultados também pressionam processos, governança e capacidade de coordenação. Processos antes suficientes tornam-se frágeis, a governança perde clareza e o ritmo das decisões começa a ser ditado mais pela urgência do que pelo critério. Nesse cenário, o crescimento permanece ativo, mas a articulação entre decisões, responsabilidades e prioridades começa a se dispersar.

O crescimento pode carregar esse paradoxo ao ampliar resultados enquanto tensiona estruturas e como a aceleração, quando substitui o critério, tende a transformar decisões estratégicas em respostas reativas. O ponto que se impõe agora é distinto: como sustentar coerência quando crescer se torna uma condição permanente da dinâmica interna. (mais…)

ARTIGO: Após seis anos, Senado aprova projeto que beneficia a reciclagem no Brasil

Foto: Meire Bitencourt

Por Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem.

Após seis anos de permanente atuação no Congresso Nacional, o setor de reciclagem conseguiu a aprovação no Senado, na última terça-feira (24), de um projeto que beneficia diretamente a cadeia do segmento. O trabalho contínuo das entidades representativas teve início há seis anos, motivado pela detecção de que um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) poderia causar graves impactos ao setor.

O PL 1.800/2021 autoriza o desconto em tributos (créditos tributários) na compra de materiais recicláveis e também isenta de tributos a venda de itens dessa natureza. O texto foi aprovado sem mudanças pelos senadores e agora segue para a sanção presidencial.

As entidades que representam a reciclagem no Brasil comemoraram a aprovação da matéria. “Um trabalho iniciado há seis anos, a partir da percepção do risco que o julgamento no STF traria ao nosso segmento, finalmente trouxe os resultados esperados”, afirma Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa). (mais…)