Enquanto o Carnaval de Salvador segue encantando o mundo com suas cores e brilhos atrás do trio-elétrico, um outro bloco corre nos bastidores longe da exploração histórica dos atravessadores. São as 14 cooperativas, como a CAEC, que oferecem mais dignidade e segurança a cerca de 2.300 catadores de resíduos sustentáveis, durante a festa, oferecendo pagamento justo e contribuindo no combate da desvalorização do material coletado por intermediários informais.
Hoje, enquanto atravessadores pagam R$ 6 por quilo da latinha recolhida na festa, e que contribui para que o país seja, há 16 anos consecutivos, líder mundial na reciclagem do alumínio, a CAEC paga R$ 8 por quilo coletado. Além disso, a cooperativa valoriza o recolhimento de outros materiais, como o vidro, plástico, garrafas PET e papelão, ampliando significativamente a renda dos trabalhadores.
Um dos maiores diferenciais da cooperativa é a transparência no processo de pagamento. Todo material é pesado em balanças digitais, permitindo que o próprio catador acompanhe o valor em tempo real. Embora simples, a medida rompe com anos de desconfiança e perdas financeiras. Além disso, todo o material coletado segue diretamente para a indústria, eliminando intermediários e garantindo maior valor agregado ao trabalhador.
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