Carnaval em alerta: bebidas alcoólicas adulteradas podem causar cegueira e danos irreversíveis à visão

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Por Regina Cele da Silveira Seixas – oftalmologista.

O consumo de bebidas alcoólicas adulteradas durante o Carnaval representa um risco grave não apenas para a saúde geral, mas também para a visão. Em ambientes como blocos de rua, onde a oferta de bebidas é intensa e nem sempre há controle sobre a procedência, cresce a preocupação com casos de intoxicação por substâncias tóxicas e especialmente o metanol, um tipo de álcool industrial altamente perigoso.

Segundo a oftalmologista Regina Cele da Silveira Seixas, a ingestão de metanol pode causar danos severos e irreversíveis aos olhos. ‘A exposição a essa substância pode provocar desde visão turva e dor ocular até perda visual permanente e cegueira’, alerta. Um dos maiores problemas é que, em muitos casos, os sintomas não surgem de forma imediata, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de sequelas graves.

A médica explica que o metanol é metabolizado pelo organismo em compostos extremamente tóxicos para o nervo óptico, estrutura essencial para a visão. ‘É uma preocupação real, especialmente durante o Carnaval, quando muitas pessoas consomem bebidas alcoólicas em grande quantidade, muitas vezes sem conhecer a origem do produto. Em blocos de rua, é comum o consumo de bebidas de procedência desconhecida’, ressalta. (mais…)

CARNAVAL: Assédio x importunação sexual: advogada explica a diferença e reforça a importância de denunciar a violência contra a mulher neste período

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Por Lianne Macedo Soares – ADVOGADA.

O Carnaval é uma das maiores festas populares do Brasil, caracterizado por celebrações, desfiles e eventos que atraem milhões de pessoas. No entanto, essa época também pode ser marcada por um aumento nos casos de violência contra a mulher. Denunciar casos de violência ajuda a proteger a vítima e impede que o agressor continue a cometer abusos. A denúncia é o primeiro passo para garantir que a vítima receba o apoio necessário, como medidas protetivas e assistência psicológica.

A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera e especialista em Direito Penal, Ma. Lianne Macedo Soares, destaca que é essencial denunciar qualquer tipo de violação contra o público feminino e ampliar essa rede de apoio às mulheres.

‘Falar de violências de qualquer natureza e principalmente formalizar a denúncia desperta o debate social e as inquietações das pessoas em geral, fator que contribui para que os órgãos competentes responsáveis por esse contexto realizem ações e criem medidas cada vez mais efetivas contra esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres encontrarem acolhimento e denunciar os casos de violência’ analisa. (mais…)

Ortopedista explica como evitar dores e lesões no Carnaval

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Por Renato Ueta – ortopedista.

O Carnaval é uma maratona de alegria, mas para o corpo, pode ser um teste de resistência perigoso. Entre o peso excessivo dos coolers de bebidas, as horas seguidas em pé e o esforço de carregar crianças no colo, o risco de “travar” a coluna ou sofrer uma lesão articular é alto. Para garantir que a única lembrança da festa seja a diversão, é importante preparar o corpo e respeitar os limites físicos durante os blocos de rua.

De acordo com o Dr. Renato Ueta, ortopedista e traumatologista do Hcor, a empolgação do momento, muitas vezes, mascara sinais de fadiga. “O folião carrega peso de forma assimétrica, geralmente em um braço só, ou coloca a criança nos ombros por horas. Isso gera uma carga excessiva na coluna e nas articulações. O resultado aparece na Quarta-Feira de Cinzas — ou até antes — na forma de dores agudas e limitação de movimento”, explica o especialista.

Saber quando a dor é apenas um reflexo do esforço físico ou um sinal de algo mais sério é crucial. ‘Geralmente, as condições mais comuns são a lombalgia aguda (dor nas costas) e as dores articulares, principalmente ombros, joelhos e tornozelos. É possível tratar em casa, com repouso, compressas e até mesmo um banho quente e uma boa noite de sono. Caso sinta dor ‘em choque’ ou que irradia para as pernas, formigamento, perda de força, procure um Pronto-Socorro para avaliação médica imediata’, alerta. (mais…)

ARTIGO: Risco bancário em debate: o que o investidor precisa saber sobre o FGC

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Por Pedro Persichetti – VP e CSO da Sail Capital. 

Criado para proteger correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras, o mecanismo voltou ao centro do debate em um momento em que a gestão de risco passou a pesar mais do que promessas de rentabilidade elevada.

O FGC atua como uma espécie de seguro do sistema bancário, cobrindo valores aplicados em determinados produtos financeiros caso uma instituição venha a ser liquidada. A garantia é limitada a até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição e por conglomerado financeiro, respeitando ainda um teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. Esses limites, muitas vezes desconhecidos pelo investidor comum, são fundamentais para o planejamento financeiro.

Na prática, isso significa que a simples diversificação entre marcas diferentes não garante, necessariamente, maior proteção. Instituições pertencentes ao mesmo conglomerado compartilham o mesmo limite de cobertura, o que pode gerar exposição excessiva sem que o investidor perceba. Esse, inclusive, é um dos erros mais comuns em carteiras concentradas em produtos bancários tradicionais. (mais…)

ARTIGO: Carnaval expõe riscos da mistura de álcool e energético

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Por Marianna Andrade – cardiologista. 

No calor intenso do verão soteropolitano, com festas de largo, ensaios e o Carnaval tomando conta das ruas, uma mistura aparentemente inofensiva coloca muitos foliões em risco: bebida alcoólica com energético. Popular entre jovens e adultos que querem ‘virar a noite’, a combinação pode mascarar os efeitos do álcool e provocar desde mal-estar súbito até complicações cardíacas graves, interrompendo a festa bem antes da última música.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo abusivo de álcool está associado a mais de três milhões de mortes por ano no mundo, muitas delas relacionadas a eventos cardiovasculares. Estudos internacionais apontam que a associação com energéticos aumenta de forma significativa o risco de taquicardia, arritmias e picos de pressão arterial, sobretudo em ambientes de calor intenso e esforço físico prolongado, como ocorre durante o Carnaval.

Efeito enganoso no organismo

Segundo a cardiologista Marianna Andrade, coordenadora do serviço de Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), o maior perigo da mistura está no efeito mascarador do energético. ‘A cafeína e outros estimulantes fazem a pessoa se sentir mais desperta, reduzindo a percepção da embriaguez. Isso leva ao consumo excessivo de álcool sem que o organismo consiga sinalizar seus limites’, explica. (mais…)

ARTIGO: Falta de dados padronizados sobre feminicídio impede políticas eficazes de prevenção

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Por Danda Coelho – bacharel em Direito.

O Brasil avançou ao reconhecer o feminicídio como categoria legal e indicador público, mas ainda enfrenta um obstáculo central para o enfrentamento da violência contra mulheres: a fragilidade estrutural dos dados oficiais, que não acompanham de forma transparente e padronizada a dinâmica real dos crimes. A avaliação é do Movimento Mulheres Cuidando de Mulheres, idealizado por Danda Coelho.

‘O Estado conta casos, mas não produz inteligência. Sem dados estáveis, completos e auditáveis, qualquer política nasce incompleta’, afirma Danda.

Quando o dado muda, a política erra

Os principais relatórios nacionais sobre feminicídio cumprem um papel fundamental ao medir magnitude e evolução do problema. No entanto, eles próprios reconhecem que os números são dinâmicos, sujeitos a revisões conforme investigações avançam, inquéritos são reclassificados e processos judiciais evoluem. (mais…)