Governo propõe salário mínimo de R$ 1.169 em 2022

Foto: Marcello Casal/ Agência Brasil

A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado nesta terça-feira, dia 31, ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169, R$ 22 mais alto que o valor de R$ 1.147 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.

Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano. O projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 2,5% para 2,51% em 2022.

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, foi mantida em 3,5% para o próximo ano. Outros parâmetros foram revisados. Por causa das altas recentes da Selic (juros básicos da economia), a proposta do Orçamento prevê que a taxa encerrará 2022 em 6,63% ao ano, contra projeção de 4,74% ao ano que constava na LDO. A previsão para o dólar médio foi mantida em R$ 5,15.

Agência Brasil

Contas do governo têm déficit de R$ 19,8 bilhões em julho, diz Tesouro Nacional

Imagem de João Geraldo Borges Júnior por Pixabay

A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira, dia 30, que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 19,8 bilhões em julho. O déficit primário ocorre quando os gastos do governo superam as receitas com tributos e impostos.

Ficam de fora desta conta as despesas com o pagamento de juros da dívida pública. O resultado de julho deste ano é o terceiro pior para esse mês na série histórica, só perdendo para o registrado em 2020 (R$ 87,9 bilhões) e em 2017 (R$ 20,1 bilhões).

Segundo o Tesouro, a melhora do resultado de julho deste ano na comparação com o mês de 2020 decorre de um aumento real em 41,4% (+R$ 40,8 bilhões) da receita e de uma queda real de 18,1% (-R$ 35,2 bilhões) das despesas totais.

Metro1

Sistemas do Banco do Brasil ficam fora do ar nesta sexta

Banco do Brasil de Saj | Foto: Hélio Alves/ Tribuna do Recôncavo

Cerca de 54 milhões de clientes do Banco do Brasil (BB) enfrentaram dificuldades para acessar suas contas e realizar transações bancárias pela internet na tarde e noite desta sexta-feira, dia 27. O BB confirmou a inconsistência em seus sistemas. Ainda segundo a empresa, não trata-se de ataque hacker.

De acordo com a plataforma DownDetector, que monitora quedas de serviços online em tempo real, os problemas com o BB começaram a ser reportados por volta das 14h40 e atingiram mais de 3 mil reclamações. A maioria das reclamações são de dificuldade de acesso à conta, com 39% de notificações, seguida por inconsistência no site do banco (38%) e pelas operações por celular (22%).

Relatos nas redes sociais mostram que os correntistas não conseguiram entrar no aplicativo nem no site. Além disso, pagamentos com cartões de crédito e de débito foram paralisados. Clientes também relataram dificuldades em sacar dinheiro em caixas eletrônicos e até em fazer operações nas agências. As linhas telefônicas das centrais de atendimento ficaram congestionadas. Até as 20 horas clientes relatavam dificuldade para acessar o aplicativo do banco.

Editado pelo Tribuna do Recôncavo | Informações: Agência Brasil

Câmara aprova devolução em dobro para quem recebeu auxílio emergencial com má-fé

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Câmara dos Deputados, por meio da Comissão de Seguridade Social e Família, aprovou a proposta que determina a restituição em dobro do auxílio emergencial pago pelo governo durante a pandemia de Covid-19 por quem tenha recebido o benefício de má-fé.

Pelo texto, a devolução se dará em até seis meses, na forma de regulamento, e após esse prazo será cobrada multa diária de 0,33%, até o limite de 20% do valor total devido. A restituição não será cobrada se o beneficiário tiver sido cadastrado para receber o auxílio sem seu consentimento.

“A medida fortalece a transparência e o controle social do programa”, disse o relator Francisco Jr. (PSD-GO). De acordo com a Agência de Notícias da Câmara, a proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Bahia.Ba

Valença: Bancos são autuados por não atenderem clientes em tempo previsto

Duas agências bancárias de Valença, no Baixo Sul baiano, foram autuadas por desrespeitarem o tempo para atender clientes. Os casos ocorreram no Banco do Brasil e Bradesco. Com isso, os representantes das agências devem responder a processos administrativos. Segundo o Procon-BA, uma lei municipal estabelece o tempo máximo de 20 minutos para atendimento.

Ao checar o cumprimento da medida, o órgão constatou que no Banco do Brasil o prazo era desobedecido nos caixas, o que inclui até pessoas com prioridade – idosos, grávidas, pessoas com limitações físicas. Já no Bradesco, os fiscais perceberam que havia recusa de atendimento no setor de triagem. Ainda segundo o órgão, a agência informava qe não aceitava pagamento nos setores de atendimento, sem justificativas.

Como isso, direcionava, os clientes para correspondentes bancários e canais digitais. Não havia também o Código de Defesa do Consumidor em local visível e de fácil acesso. O diretor de fiscalização do Procon-BA. Iratan Vilas Boas, disse que o consumidor pode avisar quando houver irregularidades. Denúncias podem ser enviadas ao órgão através do e-mail: [email protected]

Bahia Noticias

STF confirma autonomia do Banco Central

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

Por 8 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou nesta quinta-feira, dia 26, a constitucionalidade da lei que estabeleceu a autonomia do Banco Central (BC). Em fevereiro, a medida foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, por meio da Lei Complementar 179/2021, mas teve a constitucionalidade questionada na Corte pelo PT e PSOL. Os partidos alegaram que houve vício de iniciativa na tramitação da matéria no Congresso, por ter sido originada pela proposta de um senador.

Na última quarta-feira, dia 25, no primeiro dia de julgamento, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, votou pela inconstitucionalidade da lei. Segundo o ministro, a intenção de dar autonomia ao BC deveria ter partido diretamente do presidente da República, e não a partir do projeto do senador Plínio Valério (PSDB-AM). Em seguida, o ministro Luís Roberto Barroso abriu divergência e votou pela validade da lei complementar. Barroso entendeu que não há exigência legal de iniciativa do chefe do Executivo nesse tipo de matéria.

Na sessão de hoje, a maioria dos ministros seguiu parcialmente o entendimento de Barroso. Também votaram a favor da autonomia os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente, Luiz Fux. Rosa Weber votou com o relator. Contudo, os ministros acrescentaram que também houve um projeto idêntico enviado pela Presidência da República ao Congresso a favor da autonomia, sanando o vício original alegado pelos partidos.

Agência Brasil