Baiano Arthur Maia será relator da reforma administrativa na Câmara dos Deputados

Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O deputado federal Arthur Maia (DEM-BA) será relator da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para analisar o projeto da reforma administrativa. A informação foi confirmada pelo parlamentar. Fernando Monteiro (PP-PE) vai presidir o colegiado. Na condição de relator, caberá a Maia criar o texto da reforma.

As definições foram feitas pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), após conversa com o ministro da Economia, Paulo Guedes. A previsão é de que o colegiado seja instalado depois que os parlamentares aprovarem a admissibilidade da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Ainda não há data para que o deputado Darci de Matos (PSD-SC) apresente seu parecer sobre a matéria.

A PEC que propõe um novo regime para novos funcionários públicos foi apresentada pelo governo no ano passado e é uma das prioridades da cúpula do Congresso, que estima um período de seis a oito meses de tramitação.

Bahia Noticias

Novo ministro da Saúde diz que vai executar política definida pelo governo Bolsonaro

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira, dia 16, que vai seguir a política já estabelecida pelo governo federal no combate à pandemia. “A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo”, disse à imprensa antes de uma reunião com o atual ministro, Eduardo Pazuello.

Anunciado nesta segunda-feira, dia 15, o cardiologista é o quarto ministro a comandar a pasta desde o início da pandemia. Queiroga ainda elogiou as ações do governo federal para combate à pandemia do coronavírus e disse que vai dar “continuidade” ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

“O governo está trabalhando. As políticas públicas estão sendo colocadas em prática. O ministro Pazuello anunciou todo o cronograma da vacinação. A política é do governo Bolsonaro. A política não é do ministro da Saúde. O ministro da Saúde executa a política do governo. Ministro Pazuello tem trabalhado arduamente para melhorar as condições sanitárias do Brasil e eu fui convocado pelo presidente Bolsonaro para dar continuidade a esse trabalho”, disse Queiroga.

Metro1

Deputada Janaína Paschoal defende ministro da Saúde

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) saiu em defesa do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nas redes sociais, nesta terça-feira, dia 16. A parlamentar paulista pediu que os brasileiros deem tempo para Queiroga desempenhar as suas funções antes de criticá-lo.

Para Janaína, as críticas têm sido injustas e o ministro deve ter “ao menos uma chance”. Ela ainda ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro atendeu ao pedido da maioria da população que desejava que a pasta fosse comandada por um médico.

“Vamos deixar o novo ministro tomar posse e mostrar a que veio. O pobre nem começou e já está levando xingo. Desse jeito, ninguém aguenta. Ao menos uma chance o homem deve ter. Não queriam um médico? O novo ministro é médico, vamos ver o trabalho primeiro para depois criticar!”, escreveu a deputada.

Bahia.Ba

Médico Marcelo Queiroga aceita convite de Bolsonaro para Ministério da Saúde

Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) confirmou nesta segunda-feira, dia 15, que o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, deixará o cargo e, para o lugar dele, foi convidado o atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga. O médico aceitou o convite e será o quarto ministro da Saúde da gestão Jair Bolsonaro. Durante reunião na tarde desta segunda-feira, Queiroga ficou cerca de 3 horas com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Após o encontro, o presidente disse afirmou a apoiadores que já tinha conhecimento do profissional e o classificou como “qualificado” para o cargo. O anúncio oficial será feito nesta terça-feira, dia 16. A escolha de Queiroga acontece após os fracassos nas negociações com a médica Ludhmila Hajjar. Ela esteve com Bolsonaro ontem e hoje, mas afirmou ter recusado o convite do presidente para assumir a pasta. Marcelo Queiroga tem 55 anos e é médico formado pela Universidade Federal da Paraíba.

Ele fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro e treinamento em Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atualmente é responsável pelo Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa (PB) e é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O médico também tem no currículo intensa atuação na Associação Médica Brasileira (AMB) e na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), que também presidiu.

Metro1

Governo Trump pressionou Brasil a recusar vacina russa Sputnik V

Foto: Shealah Craighead/ Official White House

Segundo consta em um relatório publicado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA em 17 de janeiro, três dias antes da posse de Joe Biden, o governo americano pressionou o Brasil a rejeitar a compra da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19. O documento é um balanço anual sobre as atividades do departamento no ano de 2020, período com atuação do governo do ex-presidente Donald Trump.

Na página 48, assinada pelo então secretário de Saúde Alex Azar, há um trecho que diz que os EUA usaram relações diplomáticas para dificultar as negociações de países como a Rússia, classificados como “mal-intencionados”, na comercialização dos imunizantes. “Os exemplos incluem o uso do escritório do Adido de Saúde do OGA [Escritório de Assuntos Globais do Departamento de Saúde dos EUA, na sigla em inglês] para persuadir o Brasil a rejeitar a vacina russa contra a Covid-19”, afirma o texto divulgado pelo próprio governo americano. Na manhã desta segunda-feira, dia 15, o perfil oficial da Sputnik V no Twitter chamou atenção para o relatório e fez críticas à atitude americana, dizendo que os países devem trabalhar juntos “para salvar vidas”.

“Os esforços para minar as vacinas são antiéticos e estão custando vidas”, diz a postagem. Diante do cenário de escassez de vacinas no Brasil e da ineficiência do governo Jair Bolsonaro em adquirir as doses, na semana passada os governadores do Nordeste tomaram a iniciativa de negociar por conta própria e assinaram um contrato com o Fundo Russo de Investimento Direto para a compra de 37 milhões de doses da Sputnik V, que devem chegar ao Brasil entre abril e julho. Um dia após a movimentação dos governadores, o Ministério da Saúde do Brasil assinou um contrato de 10 milhões de doses da vacina, que ainda não tem aval da Anvisa para uso emergencial. A Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a Covid-19, segundo resultados preliminares publicados na “The Lancet”, uma das mais prestigiosas revistas científicas do mundo.

Metro1

Justiça da Bolívia determina preventiva para ex-presidente interina

Foto: Zaconeta Caballero Reinaldo/ Fotos Públicas

A justiça da Bolívia determinou quatro meses de prisão preventiva para a ex-presidente da Bolívia Jeanine Áñez, que foi detida por suspeita de ter conspirado pela renúncia do ex-presidente Evo Morales em 2019. No momento da prisão, no sábado, dia 13, Jeanine Áñez estava escondida em uma cama box.

Aos 53 anos, a advogada e ex-apresentadora de televisão é apontada como autora de um golpe de estado contra Evo Morales, que renunciou em novembro de 2019 após manifestações contra sua reeleição. Os protestos provocaram um motim policial e um pedido das Forças Armadas para que Morales deixasse o cargo.

Jeanine assumiu o poder, deixando o cargo em novembro do ano passado, após a eleição de Luís Arce. “Me enviam para quatro meses de detenção para esperar o julgamento por um ‘golpe’ que nunca aconteceu”, afirmou Áñez em uma rede social no domingo, dia 14, após ouvir a decisão da juíza Regina Santa Cruz. Além da ex-presidente, cinco ex-ministros e chefes de polícia foram presos.

Redação: Bahia.Ba | Informações: G1